As associações de vítimas de abusos sexuais dentro da Igreja Católica disseram não ter sido convidadas para um encontro com o Papa Leão XIV, nesta segunda-feira (8/6), em Madri. O pontífice irá se reunir com outras entidades representativas em sua atual viagem de sete dias à Espanha.
Várias associações de vítimas, que no passado criticaram a Igreja por sua opacidade em relação aos abusos, denunciaram não ter sido chamadas para a reunião.
Os grupos afirmaram que pretendem protestar na manhã de segunda-feira (8/6) em frente à sede da Nunciatura, no norte da capital espanhola.
“Não termos sido convidados é um golpe (…) Acho que merecemos ter protagonismo. Há muitos anos que, enquanto associações, estamos na linha da frente” das denúncias contra a pedofilia na Igreja, declarou à AFP, neste domingo (7/6), Juan Cuatrecasas, porta-voz da associação Infância Roubada.
“Ferida aberta”
O Papa Leão XIV desembarcou, neste sábado (6/6), em Madri, para visita de Estado de sete dias à Espanha. A viagem, a primeira do pontífice a um país da União Europeia (UE) fora da Itália, será marcada por debates sobre imigração, justiça social e pelos esforços da Igreja Católica para reparar danos causados por casos de abuso sexual cometidos por religiosos.
O avião papal pousou pouco antes das 10h15 (horário local) no Aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas. Leão XIV foi recebido pelo rei Felipe VI, pela rainha Letizia e pelo presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez. Durante a passagem pelo país, o pontífice visitará Madri, Barcelona e as Ilhas Canárias.
Ainda durante o voo para a Espanha, Leão XIV voltou a tratar dos casos de violência sexual dentro da Igreja Católica. “O abuso ainda é uma ferida aberta”, afirmou a jornalistas.




