A deputada federal Sâmia Bomfim (PSol-SP) criticou neste domingo (7/6) empresas que já apoiaram a Parada LGBT+, mas deixaram de patrocinar por pressão de “fundamentalistas e conservadores”. Ela discursou em um trio elétrico na Avenida Paulista.

A parlamentar disse que o público deve mostrar aos patrocinadores que “LGBT também compra, também paga imposto, também circula pela cidade e merece respeito” e que a comunidade deve cobrar essas empresas.

“Aos ex-patrocinadores da Parada, que por anos lucraram com o discurso de suposto respeito, de suposta diversidade, mas que na primeira pressão e lobby dos fundamentalistas e conservadores, abandonaram a comunidade […] Se eles querem lucrar com os corpos diversos, vão ter que respeitar e garantir direitos aos corpos diversos”, afirmou.

Sâmia: ex-patrocinadores da Parada LGBT+ cederam a “fundamentalistas” - destaque galeria

Multidão participa da 30ª edição da Parada LGBTI+ de SP na Paulista
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Multidão participa da 30ª edição da Parada LGBTI+ de SP na Paulista

Kaue Agostinho/Metrópoles

Público fantasiado na 30ª edição da Parada LGBTI+ de SP na Paulista
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Público fantasiado na 30ª edição da Parada LGBTI+ de SP na Paulista

Elaine Cruz/Agência Brasil

30ª edição da Parada LGBTI+ de SP na Paulista
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30ª edição da Parada LGBTI+ de SP na Paulista

Kaue Agostinho/Metrópoles

Multidão participa da 30ª edição da Parada LGBTI+ de SP na Paulista
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Multidão participa da 30ª edição da Parada LGBTI+ de SP na Paulista

Reprodução/Instagram ParadaSP

Multidão participa da 30ª edição da Parada LGBTI+ de SP na Paulista
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Multidão participa da 30ª edição da Parada LGBTI+ de SP na Paulista

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Multidão participa da 30ª edição da Parada LGBTI+ de SP na Paulista
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Multidão participa da 30ª edição da Parada LGBTI+ de SP na Paulista

Reprodução/Instagram ParadaSP

Movimentação na Avenida Paulista, em São Paulo, durante a concentração da 21° Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Este ano, o   tema é o Estado Laico e o trajeto será: Avenida Paulista, Rua da Consolação até a dispersão na Praça da Republica, centro da cidade
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Movimentação na Avenida Paulista, em São Paulo, durante a concentração da 21° Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Este ano, o tema é o Estado Laico e o trajeto será: Avenida Paulista, Rua da Consolação até a dispersão na Praça da Republica, centro da cidade

RODRIGO PIVAS/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Sâmia: ex-patrocinadores da Parada LGBT+ cederam a “fundamentalistas” - imagem 14
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Bandeira vendida na Parada LGBT+ agradece à Preta Gil, falecida em 2025
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Bandeira vendida na Parada LGBT+ agradece à Preta Gil, falecida em 2025

Alessandra Ferreira/Metrópoles

Leques na Parada LGBT+ é vendida por ambulantes em São Paulo
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Leques na Parada LGBT+ é vendida por ambulantes em São Paulo

Alessandra Ferreira/Metrópoles

O tema deste ano foi “Parada SP 30 anos: A rua convoca, a urna confirma”, incentivando a luta, coragem e ocupação nas ruas. O evento aconteceu sem a presença das principais autoridades de São Paulo, como o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Já o governo federal foi representado pela ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Janine Mello.

Erika Hilton ovacionada

A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) também discursou e arrancou aplausos da multidão na Parada LGBT+. A parlamentar, que apresentou projeto que põe fim à jornada 6×1, comemorou a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) na Câmara dos Deputados.

A PEC agora tramita no Senado e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), foi alvo de cobrança da parlamentar.

A maior vitória da classe trabalhadora brasileiraveio das mãos dessa comunidade, veio das mãos de uma travesti preta, de uma bicha preta”, disse Erika Hilton. “Vamos usar a força da nossa comunidade para pressionar o Senado da República para destravar a PEC do fim da escala 6×1. Senador Davi Alcolumbre, o Brasil quer mais tempo, o Brasil quer descanso, o Brasil quer dignidade”, completou.

A deputada ainda aproveitou o discurso para pedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e criticar, sem mencionar nominalmente, o pré-candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro. Em alusão ao áudio em que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enviou a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, Hilton o chamou de “Bolsomaster”, apelido que tem sido usado pela base de Lula para se referir ao escândalo.

“Vamos enterrar o Bolsomaster. Vamos jogar essa gente no lixo da história”, afirmou a parlamentar depois de falar sobre a reeleição de Lula.

Queda de patrocínios

A Parada ocorreu em meio à queda de 60% dos patrocínios para o evento deste ano. Um vídeo da cantora Pabllo Vittar falando sobre o assunto viralizou no fim do mês passado. “A parada LGTQIAPN+, vulgo a maior parada LGBT do mundo, perdeu 60% dos patrocínios este ano. E tudo por conta dessa onda de conservadorismo que a gente vem vivendo”, diz Pabllo no vídeo.

Segundo Matheus Emílio, diretor da Parada LGBT+, a organização têm tido dificuldades em conseguir patrocinadores pelo reflexo das mudanças culturais que impactam pautas relacionadas à diversidade.

“O movimento chamado anti-woke que tem vindo dos Estados Unidos tem impactado nas empresas multinacionais que atuam aqui no Brasil. Elas não destinam verbas específicas para ações de diversidade. A gente tem acompanhado com bastante preocupação esse movimento”, destaca o diretor da Parada LGBT+. “Não somos e não podemos aceitar ser tratados como cidadãos de segunda classe. Por isso, a importância de um voto consciente e do nosso tema.”



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