O MPF abriu recentemente um inquérito para investigar uma conhecida plataforma de leilões brasileira, a Bastos Leilões, por possível comercialização de objetos nazistas.

Nos últimos meses, os investigadores têm registrado várias denúncias sobre a comercialização de objetos vinculados ao período do regime de Hitler na Alemanhã.

Nos casos já conhecidos, o órgão flagrou casas de leilões brasileiras anunciando moedas e cartões-postais, documentos alemães e outros artefatos do período. 

Em sua defesa, algumas casas de leilão alegam que não compactuam com a ideologia em questão e que a venda dos itens históricos também ajudam a manter viva a memória dos crimes cometidos no período. Para o MPF, uma grande conversa fiada. 

A investigação sigilosa em questão tem o objetivo de cumprir diligências para colher provas dos crimes denunciados ao órgão. Não há um prazo divulgado para que a investigação seja concluída.

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A Lei do Racismo, de 1989, estabelece como crime fabricar, comercializar, distribuir ou veicular itens, símbolos, emblemas, ornamentos ou distintivos que utilizem a cruz suástica ou gamada para fins de divulgação do nazismo. A pena é de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

O Radar tentou contato com a Bastos Leilões e registrará a posição da empresa assim que receber alguma manifestação.



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