Durante participação em um podcast de direita, o pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) entrou em um debate acalorado com o apresentador do programa, Felipe Sestaro, contra um discurso antivacina colocado em pauta.
Veja:
Caiado, que é médico de formação e desponta como um dos nomes alternativos da direita na corrida eleitoral, disse que opinar sobre vacinação sem embasamento cientifico é apenas achismo. “O problema não é perguntar. A gente precisa respeitar nossa profissão. [Salvar vidas] é um juramento que nós temos, e precisamos ser pessoas evoluídas para entender que quanto mais você oferece cobertura ao jovem, mais propõem a ele uma vida digna, com capacidade cognitiva, física e sem sequelas”, declarou.
“Tudo isso não é achismo de A ou de B. São teses que levantamos e que são incluídas no processo de proteção ao ser humano, independente de posição ideológica ou se é de direita ou esquerda. Pelo amor de Deus, isso é ciência, e está acima de problema ideológico e político. Você não pode levar ao palanque esse tipo de conversa”, disse Caiado.
A fala foi proferida pelo atual governador de Goiás na quarta-feira (3/6). Na data, Caiado foi entrevistado por Felipe, que também é médico, sobre a corrida eleitoral. Em determinado momento, o apresentador entrou no tema “vacinação” e perguntou ao político o que ele achava das ações tomadas no Brasil durante a pandemia da Covid-19.
Ao indagar o presidenciável, contudo, Felipe disse que isolamento social e uso de máscaras foram “comprovadamente” desnecessários e declarou que a vacina contra o vírus “matou pessoas”, apesar de admitir a importância das vacinas convencionais.
“Achismo não é ciência”
Caiado, então, questionou o colega sobre os princípios usados na medicina. “O nosso princípio básico como médico é salvar vidas. Segundo lugar, qual é o princípio básico na saúde quando você tem um vírus com potencialidade enorme de causar óbitos e não tem como tratá-lo?”. O apresentador respondeu com a palavra “isolamento”.
“As pessoas não podem quebrar o que é universal. Contaminações se dão pelo ar, pela saliva, pelo sangue, são várias as formas de transmissão. O que você tem que entender é que dentro daquilo que não conhecíamos, tivemos que usar todas as ferramentas conhecidas: máscara, isolamento, limpeza da mão toda hora”, pontuou.
De acordo com o governador de Goiás, “para opinar sobre os efeitos causados por uma vacina, é preciso comprovar cientificamente as complicações”. “Você pode opinar se for cientista e provar no seu laboratório que essa vacina vai levar a alguma complicação. Argumento de achismo não é ciência”, desabafou, logo após classificar as falas de Felipe como “desserviço”.
Nos comentários da entrevista, telespectadores dividiram opinião. Enquanto alguns atacaram, outros aplaudiram o posicionamento do governador.