A oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da SpaceX, a empresa de exploração espacial fundada por Elon Musk, deve coroar uma das mais aceleradas curvas de geração de valor dos últimos tempos. Enquanto muitos empreendedores ainda sonham em transformar suas startups nos próximos unicórnios – negócios com valor de mercado acima de 1 bilhão de dólares -, a SpaceX deve estrear na Nasdaq, a bolsa americana focada em empresas de tecnologia, com um valor de mercado de 1,75 trilhão de dólares.

A operação não apenas deixará Musk mais perto de se tornar o primeiro ser humano a ostentar uma fortuna de 1 trilhão de dólares, como também atestará o tamanho da aposta dos investidores no futuro vendido por ele. Se confirmado, o valor de mercado da SpaceX com o IPO será 145 vezes maior que o de apenas onze anos atrás, quando uma rodada de investimentos liderada pelo Google e pela gestora Fidelity Investment atribuiu um valor implícito à companhia de “apenas” 12 bilhões de dólares.

Desde então, a empresa passou por pelo menos dez ocasiões em que seu valor de mercado foi revisto – e elevado generosamente -, entre novas rodadas de captação de recursos, ofertas públicas de compra de ações e ofertas secundárias de venda por acionistas que desejavam reduzir sua exposição ao projeto.

Atualmente, estima-se que Musk detenha 42% do capital total da companhia, mas concentre 79% das ações com direito a voto. Com cerca de 7% da SpaceX, a Alphabet, holding que controla o Google, é outro acionista relevante para os padrões de empresas americanas, cujo capital costuma ser mais pulverizado. Empresas de private equity como a Fidelity, a Founders Fund e a Sequoia Capital também devem lucrar com o IPO.



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