
A Inteligência Artificial (IA) começa a conquistar um espaço inédito na estrutura de governança corporativa de empresas brasileiras. A SOU, empresa de tecnologia parceira da Microsoft, desenvolveu uma agente digital chamada BIA (Board Intelligence Agent) para atuar de forma permanente no conselho de administração. “Me sinto conversando com a própria empresa, com uma capacidade de análise que eu não tinha, com uma precisão impressionante, e uma velocidade de implementação sem precedente”, diz o CEO, Fabio Junges.
A BIA foi projetada para analisar resultados financeiros, identificar desvios e tendências, monitorar concorrentes, acompanhar movimentos de mercado e apoiar processos de fusões, aquisições e expansão. A ferramenta também é capaz de ler transcrições, sintetizar informações e elaborar atas de reuniões, funcionando como uma espécie de memória institucional ampliada da empresa. “A ideia não é substituir as pessoas, mas elevar a qualidade da análise e da discussão estratégica do board”, diz o presidente da empresa.
Para Junges, a presença da Inteligência Artificial abre uma nova etapa para a governança corporativa. “Estamos falando de IA ocupando um espaço que sempre foi exclusivamente humano. Isso muda a dinâmica do conselho e abre uma discussão necessária sobre o futuro”. No último ano fiscal, encerrado em junho de 2025, a SOU teve faturamento de 157 milhões de reais, crescimento de 32% em relação ao período anterior. A empresa de tecnologia, que atua em segmentos como tecnologia da informação (TI), IA e cibersegurança, tem como meta atingir uma receita anual de 1 bilhão de reais até 2030.