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Três hospitais no sul do Líbano foram atingidos por bombardeios das Forças de Defesa de Israel (FDI) em menos de uma semana, afirmou o Ministério da Saúde libanês nesta quarta-feira, 3. De acordo com Beirute, os ataques resultaram na morte de nove pessoas e deixaram outras 150 feridas, com a grande maioria das vítimas sendo profissionais de saúde.

O episódio mais recente ocorreu nesta quarta, quando o exército israelense promoveu uma operação aérea nos arredores do hospital público de Tebnine. Incidentes semelhantes ocorreram dois dias antes, quando os hospitais Jabal Amel e Hiram, em Tiro, registraram bombardeios nas proximidades. As instalações estão entre as poucos centros de atendimento em funcionamento no sul do país.

“Era um dia comum no hospital e, de repente, sem motivo, eles miraram a unidade. Foi uma catástrofe”, disse Wael Mroueh, diretor do Jabal Amel.

A ofensiva atingiu um prédio em frente ao Jabal Amel. A força da explosão afetou a unidade: a energia foi cortada, boa parte do primeiro andar ficou destruída e pacientes ligados a aparelhos na UTI, que também foi danificada, precisaram ser evacuados.

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Alerta da OMS

O governo israelense alega que o local era uma “infraestrutura do Hezbollah”, mas reconheceu que o Jabal Amel foi “afetado incidentalmente”. No que diz respeito à instalação em Tebnine, afirmou que o hospital havia sido “tomado” pela milícia libanesa e que os médicos atendiam combatentes feridos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) salientou que os ataques promovidos por Israel privam os pacientes vulneráveis do sul do Líbano de receber cuidados médicos. De acordo com especialistas em Direitos Humanos ouvidos pelo jornal britânico The Guardian, Tel Aviv conduz ofensivas contra instituições de saúde com o objetivo de degradar as condições de vida na região.

Palco de um intenso conflito entre Israel e Hezbollah, o Líbano já registrou a morte de pelo menos 130 profissionais da saúde em ataques israelenses, com 162 ambulâncias e instalações hospitalares atingidas. As hostilidades foram retomadas em 2 de março, quando os radicais lançaram mísseis contra o território israelense em solidariedade ao Irã.



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