
Mais uma morte por febre amarela foi registrada em São Paulo, segundo confirmação feita pela Secretaria de Estado da Saúde feita nesta segunda-feira, 1º. Até o momento, dez casos da doença foram notificados e resultaram na morte de seis homens entre 38 e 64 anos. Nenhum deles tinha histórico de vacinação contra a infecção transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes.
O óbito foi de um homem de 54 anos de Lençóis Paulista, município na região de Bauru. Neste ano, já foram contabilizados oito casos na região do Vale do Paraíba, dos quais cinco evoluíram para morte. E um caso em Sorocaba, cujo paciente sobreviveu.
“A vacina é a principal forma de prevenção contra a febre amarela e está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde. Quem ainda não se vacinou deve procurar o posto mais próximo, especialmente antes de viagens para áreas rurais, de mata ou regiões com circulação do vírus”, disse, em comunicado, Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP) do Estado de São Paulo.
Desde 2019, toda a população de São Paulo tem indicação para receber a vacina contra a febre amarela (veja esquema abaixo) e, caso a pessoa tenha viagem marcada para o estado ou outras localidades com circulação do vírus, deve se vacinar dez dias antes para se proteger.
“Não é preciso esperar a confirmação de novos casos para buscar a vacina. A proteção deve ocorrer antes da exposição ao vírus. A orientação é que a população verifique a carteira de vacinação e atualize a situação vacinal o quanto antes”, diz Lang.
Caso em primata
Segundo a secretaria, foi constatado o primeiro caso deste ano de febre amarela em um primata não humano em Santo André, no ABC Paulista, no fim do mês passado.
Os macacos não transmitem a doença para seres humanos, assim como não ocorre transmissão de pessoa a pessoa da febre amarela. É importante saber disso porque os primatas costumam sofrer com agressões em situações de surto, mas eles também são vítimas e, sem possibilidade de proteção, acabam morrendo quando infectados.
“A presença do vírus em primatas indica risco de transmissão em áreas de mata, parques, unidades de conservação e regiões próximas a corredores ecológicos”, diz a pasta. “Os primatas funcionam como sentinelas da circulação do vírus e ajudam as equipes de saúde a identificar áreas de risco”.
Diante disso, a secretaria intensificou as ações de vigilância e vacinação na região, inclusive com a orientação de que pessoas não imunizadas busquem unidades de saúde para atualizar a carteira de vacinação.
Quem deve se vacinar contra a febre amarela
- Crianças: uma dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos
- Pessoas que receberam apenas uma dose antes dos 5 anos: devem receber reforço
- Pessoas de 5 a 59 anos não vacinadas: dose única
- Pessoas vacinadas com dose fracionada em 2018: devem verificar a necessidade de atualização da caderneta
- Pessoas acima dos 59 anos sem comorbidades graves: que residem, frequentam ou viajarão para regiões com casos humanos ou em primatas não humanos devem se vacinar também