A diretoria do Corinthians, liderada por Osmar Stabile, não trata como prioridade, neste momento, o transfer ban imposto pela Fifa. O clube foi condenado a pagar US$ 1,425 milhão (R$ 7,135 milhões) ao Philadelphia Union, dos Estados Unidos, além de uma multa de US$ 75 mil (R$ 375,5 mil), pela contratação do volante José Martínez.
A Itatiaia apurou que a atual gestão prioriza outras obrigações financeiras. Entre elas está a pendência com o Talleres-ARG pela contratação do meia Rodrigo Garro, que a diretoria pretende resolver nos próximos dias.
O Timão precisa desembolsar mais de R$ 42 milhões para quitar a dívida com o clube argentino e evitar um novo transfer ban. Fontes ouvidas pela reportagem tratam o caso como encaminhado e afirmam que apenas “detalhes burocráticos” impedem a conclusão da operação.
A Itatiaia também ouviu que o Corinthians não trabalha com um prazo imediato para quitar a dívida com o Philadelphia Union, mas considera a abertura da próxima janela de transferências como limite para resolver a questão.
Internamente, há o entendimento de que o clube deverá negociar jogadores durante a pausa para o Mundial, o que exigirá reposições para o elenco.
Em meio às dificuldades financeiras, o Corinthians tem recorrido a empréstimos junto a empresas para cumprir parte de seus compromissos.
Possível novo transfer ban
O Timão, vale lembrar, também foi condenado na Fifa e no CAS pela contratação do volante Charles, que chegou em 2024 do Midtjylland, da Dinamarca. Nesse caso, a dívida é de 1 milhão de euros (R$ 5,8 milhões), além de multa de US$ 60 mil (R$ 300 mil).
O clube brasileiro ainda não foi notificado sobre um novo impedimento para registrar atletas.