O governo dos Estados Unidos fez uma série de críticas ao sistema Pix brasileiro e ao Banco Central do Brasil, entre outros pontos. No relatório final do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), órgão responsável pela política comercial do país, divulgado nesta terça-feira (2/6), é proposta uma tarifa de 25% para corrigir as práticas consideradas desleais pela gestão de Donald Tump.

Segundo o documento, o BC atua de forma “dupla” e desleal, sendo discriminatório com as empresas americanas. Os EUA afirmam que a autarquia age simultaneamente como regulador e operador do sistema o que criaria “um conflito de interesses”.

Acusações dos EUA contra o Pix 

  • BC age de forma dupla e desleal.
  • Sustentam que o tratamento preferencial do Brasil dado ao Pix são injustos e discriminatórias.
  • Empresas norte-americanas estariam sendo prejudicadas.
  • Tarifa de 25% seria necessária como medida corretiva para diversas práticas comerciais brasileiras.

Governo Trump acusa Pix de ser desleal
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Governo Trump acusa Pix de ser desleal

Al Drago/Getty Images

Relatório acusou Pix brasileiro de prejudicar as empresas americanas
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Relatório acusou Pix brasileiro de prejudicar as empresas americanas

Luh Fiuza/Metrópoles @Luhfiuzafotografia

Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo, Eduardo Bolsonaro e Donald Trump
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Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo, Eduardo Bolsonaro e Donald Trump

Reprodução/Redes sociais

“Pix desleal”

O escritório aponta que o Pix cria vantagens competitivas em relação a empresas privadas estrangeiras que oferecem serviços de pagamento digital. Ele também classifica atos, políticas e práticas brasileiras como “irracionais” ou capazes de restringir o comércio norte-americano.

“É injusto exigir que os concorrentes ofereçam vantagens ao Pix, como disponibilidade, visibilidade e limites de taxas, e o Brasil discrimina os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA ao conceder essas vantagens apenas à empresa líder nacional brasileira”, diz trecho do documento.

Elogios e queixas

O relatório do USTR elogia a velocidade com que o Pix foi adotado pela população e pelo comércio brasileiro desde o seu lançamento, apontando que o sistema reduziu drasticamente os custos de transação e bancarizou milhões de cidadãos.

Apesar dos elogios à eficiência tecnológica, o documento dedica um capítulo substancial para analisar possíveis assimetrias competitivas regulatórias.

A principal queixa reside no fato de o Pix ser um sistema estatal e centralizado, o que, segundo o órgão, pode limitar o espaço de atuação de soluções privadas internacionais no Brasil.

Big techs

Em outros pontos do relatório, também são questionadas decisões de tribunais brasileiros envolvendo as plataformas digitais. O documento afirma que as autoridades emitiram ordens sigilosas para remoção de conteúdos políticos e suspensão de perfis em redes sociais, inclusive, de residentes nos EUA.



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