O alto estoque de processos tem sido um dos maiores desafios já enfrentados pelo TST e pode determinar o estouro no prazo de alguns julgamentos.

Com prazo legal de um ano para apreciação pelo plenário da Corte, quase 280 Incidentes de Recursos Repetitivos, ações com impacto em todo o país, esperam análise do tribunal.

Cumprir esse cronograma tem sido uma tarefa de proporções quase impossíveis. Ainda assim, a Corte deve encerrar o primeiro semestre de 2026 com resultado recorde de julgados.

Desde setembro do ano passado – quando assumiu o comando do TST -, o presidente Luiz Philippe Vieira de Mello Filho já pautou 174 Incidentes de Recursos Repetitivos em sessões ordinárias e extraordinárias.

Na gestão anterior, o então presidente Aloysio Corrêa da Veiga submeteu para apreciação apenas 20 casos dessa natureza em 11 meses de mandato.

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Para tentar evitar estouro de prazos, o TST tem feito sessões extraordinárias às quartas e sextas-feiras.

Entre os ministros, é ampla a avaliação de que as sessões extras se refletem em uma agenda intensa, uma vez que o julgamento desse tipo de processo demanda dedicação extra pela complexidade dos temas.

Para favorecer o calendário, os julgadores têm privilegiado casos em estágio avançado de debate, com jurisprudência consolidada em decisões monocráticas e turmas.



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