Dois seguranças terceirizados da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foram agredidos por um grupo de vendedores ambulantes, na tarde do último sábado (30/5), na Estação Utinga, da Linha 10-Turquesa, em Santo André, na Grande São Paulo.
O ataque envolveu seis criminosos, que fugiram para uma comunidade próxima ao local, antes da chegada da Polícia Militar (PM). O episódio aconteceu por volta das 14h50.
Um dos vigilantes teria 67 anos. De acordo com a CPTM, as vítimas foram levadas para atendimento médico em hospitais da região. O estado de saúde não foi divulgado.
Ao Metrópoles, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que não encontrou registro de boletim de ocorrência (B.O.) do caso. O presidente do Instituto Nacional Vigilantes Brasil, Fleitas “Fideles” Monteiro, fala em “negligência”.
“As agressões na CPTM, por conta de vendedores ambulantes, é algo recorrente. É um dos postos mais complicados, difíceis para os profissionais da segurança privada”, disse ele em entrevista à reportagem.
Em nota, a CPTM informou que “vai colaborar com as autoridades policiais para identificação e responsabilização dos autores”. Disse ainda que “o comércio ambulante não é permitido nos trens e estações da CPTM. A atuação da companhia está respaldada no Decreto Federal 1832, de 04/03/1996, que regulamenta o transporte ferroviário”.
“O combate ao comércio ilegal nas dependências da companhia se dá por fiscalização e a sanção aos vendedores irregulares flagrados está restrita à sua retirada do sistema e à apreensão da mercadoria que estava sendo comercializada”, acrescentou a companhia.




