
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência identificou um gargalo provocado pela “distância do Nordeste” nos últimos meses. Em março, o filho primogênito de Jair Bolsonaro (PL) esteve no Rio Grande do Norte e na Paraíba, onde participou de eventos de filiação na região onde Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera. A distância do eleitorado nordestino ocorreu em meio às denúncias por ligações para o banqueiro Daniel Vorcaro e, por isto, fará com que os núcleo duro da campanha bolsonarista recalcule seus passos.
A programação anterior previa que Flávio voltasse ao nordeste na semana do dia 20, onde participaria dos festejos de São João. Agora, a campanha planeja uma ida à Bahia, antes disso, no próximo dia 9. Até lá, Flávio irá à Marcha para Jesus, em São Paulo, e deve cumprir agendas no Pará.
Os compromissos na Bahia, porém, tem um objetivo além de aproximá-lo do eleitorado bolsonarista no estado: recebido pelo ex-ministro João Roma, Flávio deve colocar ACM Neto (União), que é pré-candidato ao governo baiano, em uma “saia-justa”. Até o momento, ACM conta com apoios do PL, mas evita cravar o vínculo com a candidatura de Flávio.
Com o filho de Bolsonaro na Bahia, espera-se que ACM se veja constrangido em declarar o apoio e participe de atividades de campanha ao lado do senador. O palanque de ACM é considerado fundamental para o sucesso da empreitada bolsonarista no estado.