
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nesta terça, 2, ter enviado um ofício ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, após a publicação de um relatório do governo norte-americano que propõe impor taxas de 25% sobre os produtos brasileiros, citando o Pix como exemplo de prática desleal.
No texto, Flávio agradece pela classificação das facções PCC e CV como grupos narcoterroristas, mas reforça um pedido que diz ter feito pessoalmente, que os EUA não imponham novos impostos sobre o comércio com o Brasil (leia o texto na íntegra, em inglês).
“Escrevo com preocupação sobre a recente determinação da Seção 301 anunciada pelo representante de comércio dos EUA. Enquanto entendo que nenhuma tarifa foi imposta ainda –a determinação abre um processo de consulta pública e etapas técnicas antes de um prazo estatutário em julho– acredito ser meu dever compartilhar com você as condições econômicas que o povo brasileiro enfrenta neste momento”, diz o senador no ofício, escrito em papel timbrado do Senado Federal.
Só após o governo dos EUA anunciarem as possíveis novas taxas, o presidente Donald Trump compartilhou a foto do encontro que teve com Flávio na última quarta-feira, 27. Depois do anúncio norte-americano, Flávio tenta se desvincular da medida, apelidada de “Tariflávio” nas redes sociais.