Junho é reconhecido mundialmente como o Mês do Orgulho LGBTQIA+, período marcado por celebrações, atos de conscientização e mobilizações em defesa da diversidade e dos direitos da comunidade. O momento também abriga o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, celebrado em 28 de junho, um dos marcos mais importantes da luta por igualdade e reconhecimento.
Entre os principais eventos do mês está a Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Paulo, considerada uma das maiores do mundo. A edição deste ano está marcada para o dia 7 de junho e deve reunir milhares de pessoas na Avenida Paulista em defesa da visibilidade, do respeito e dos direitos da população LGBTQIA+.
Por que o Mês do Orgulho é celebrado em junho?
A escolha do mês faz referência à Revolta de Stonewall, ocorrida em junho de 1969, em Nova York, nos Estados Unidos.
Na época, frequentadores do bar Stonewall Inn, ponto de encontro da comunidade LGBTQIA+, reagiram a uma operação policial considerada abusiva.
Os protestos e confrontos que se seguiram duraram vários dias e se tornaram um símbolo da resistência contra a discriminação e a violência sofridas por pessoas LGBTQIA+.
Um ano após os acontecimentos, milhares de pessoas ocuparam as ruas de Nova York na primeira Marcha do Orgulho Gay, considerada a precursora das atuais paradas do orgulho realizadas em diversos países.
Com o passar das décadas, as homenagens deixaram de se concentrar apenas em uma data específica e passaram a ocupar todo o mês de junho. Em 1999, o então presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, reconheceu oficialmente o período como o “Mês do Orgulho Gay e Lésbico”.
No Brasil, também existe o Dia Nacional do Orgulho Gay, comemorado em 25 de março.
A história das paradas do orgulho no país começou em 1997, quando São Paulo recebeu sua primeira edição, reunindo cerca de duas mil pessoas. Em 2009, o evento passou a se chamar Parada do Orgulho LGBT, ampliando a representação das diferentes identidades que compõem a comunidade e consolidando-se como uma das maiores manifestações do gênero no mundo.