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Centenas de pessoas foram às ruas nesta segunda-feira, 1º, em Nanyuki, no centro do Quênia, para protestar contra o plano dos Estados Unidos de instalar um centro de quarentena para americanos expostos ao vírus Ebola em uma base aérea militar da região.
Imagens registradas no local mostraram manifestantes marchando em direção à Base Aérea de Laikipia e cantando slogans anti-Ebola. Em outros pontos da cidade, grupos de moradores bloquearam vias e queimaram objetos nas estradas.
O governo dos Estados Unidos anunciou na semana passada que pretende utilizar uma nova instalação no Quênia para receber cidadãos americanos expostos ao Ebola em outros países, mas que ainda não apresentam sintomas da doença. Autoridades americanas afirmaram que a estrutura teria capacidade para 50 leitos.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, informou que o governo americano pretende destinar US$ 13,5 milhões para reforçar a preparação do Quênia contra possíveis surtos da doença.
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O governo queniano confirmou a intenção de criar a instalação. Segundo o ministro da Saúde, Aden Duale, o projeto faz parte de um esforço mais amplo para fortalecer a capacidade de resposta a emergências sanitárias. Posteriormente, o ministro explicou que o centro não seria destinado exclusivamente a cidadãos americanos, mas poderia atender qualquer pessoa que necessitasse de quarentena.
A Suprema Corte do Quênia, no entanto, determinou na última sexta-feira a suspensão temporária do plano. A decisão judicial foi tomada após uma ação movida pelo Instituto Katiba, um grupo da sociedade civil focado em questões constitucionais no Quênia, que argumentam que a iniciativa pode representar riscos à saúde pública em um país com um sistema de saúde considerado vulnerável.
Apesar da suspensão, moradores relataram uma movimentação de aeronaves militares na região durante o fim de semana e o aumento da presença de policiais e militares nas estradas que levam à base aérea.
O Quênia não registrou casos de Ebola até o momento. No entanto, o surto continua ativo em países vizinhos. Uganda confirmou nove infecções e fechou sua fronteira com a República Democrática do Congo, onde já foram contabilizados ao menos 282 casos confirmados e mais de mil suspeitos da variante Bundibugyo do vírus Ebola, para a qual ainda não existe tratamento ou vacina aprovados.