Com o Senado como palco da nova rodada de embates sobre o fim da escala 6×1, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência quer colocá-lo no centro das discussões para aplacar a queda nas pesquisas de intenção de votos. Flávio deve liderar o movimento da oposição para a aprovação de uma PEC que prevê que trabalhadores e empregadores poderão firmar acordos para tornar a jornada flexível, respeitando-se o limite máximo de 44 horas semanais.

Como retórica, será dito que a proposta elaborada pela oposição “coloca o protagonismo nas mãos de quem trabalha”. Desta forma, a equipe de campanha do senador acredita que ele permanecerá em evidência e fará um aceno aos trabalhadores autônomos e que pedem por flexibilidade nas relações de trabalho.

Pelo texto que será defendido por Flávio, caso as partes, em comum acordo, decidirem por uma carga inferior às 44 horas, o valor da hora trabalhada será proporcional ao salário mínimo nacional ou ao piso da categoria, calculado com base na jornada máxima. As verbas trabalhistas seriam proporcionais ao tempo de trabalho do empregado no respectivo mês.

A campanha de Flávio vê a possibilidade como forma de abocanhar parte do eleitorado engajado nos debates trabalhistas.

A queda de popularidade do filho primogênito de Jair Bolsonaro (PL) é registrada desde a divulgação de um áudio no qual pedia recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, para um filme sobre o pai.



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