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Alguns grandes empresários têm se manifestado a favor do fim da escala 6X1 elogiando, principalmente, o aumento da produtividade por parte dos trabalhadores. Um deles foi Caito Maia, da grife de óculos Chilli BeansSegundo ele, 280 lojas da marca já aderiram a jornada 5X2.

A Vale, comandada hoje por Gustavo Pimenta, formalizou no início deste mês, o fim da jornada 6×1 para os seus trabalhadores em todo Brasil. A empresa, que tem quase 56 mil funcionários próprios, assinou acordo que formaliza a escala 5×2 e a jornada de 40h para todos os seus funcionários.

O parque Beto Carrero World, em Penha (SC), trocou a tradicional escala 6×1 pelo modelo 4×2. Na contramão dessa flexibilização, 14 deputados federais de Santa Catarina assinaram uma emenda à PEC do Fim da Escala 6×1 que, sob a justificativa de proteger pequenos negócios, abre brecha para jornadas de até 52 horas semanais. Pelo novo sistema divulgado pelo Beto Carrero, os funcionários trabalham quatro dias seguidos e folgam dois, em escala de revezamento contínuo, sem seguir a lógica semanal. Segundo o CEO Alex Murad, a transição exigiu acréscimo de 25% a 35% na folha de pagamento e ampliação das equipes. O resultado apareceu na operação: o parque registrou melhora no atendimento, queda nas reclamações e menor rotatividade.

A CEO do Coffeelab, Isabela Raposeiras, afirmou em audiência na Câmara dos Deputados que o fim da escala de trabalho 6×1 não vai quebrar o setor produtivo brasileiro. A empresária disse que a redução da jornada aumenta o faturamento das empresas. Ela rejeita a ideia de que o custo da mão de obra vai subir de forma descontrolada ou causar pressão na inflação.

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Jerônimo Bocayuva (do grupo de restaurantes Gurumê) afirma ser contra a imposição legal do modelo 5×2, embora testes em suas empresas tenham mostrado queda na rotatividade. Outros apontam que a legislação engessada impede a flexibilidade que muitos trabalhadores e empresas realmente desejam.

SEM CONSENSO

O chef e empresário gaúcho Marcos Livi, sócio-fundador do grupo Bah, afirmou que promoveu a implementação da escala 5×2 em parte de seus negócios, mas que a medida não teve o resultado esperado e acabou sendo revertida após testes realizados no primeiro trimestre deste ano. O empresário também criticou propostas de mudança na jornada de trabalho defendidas por setores alinhados ao governo Lula e classificou a pauta como “eleitoreira”. Edgard Corona, CEO da Multiplan, expressou preocupação, afirmando que a redução da jornada será ruim para o varejo e resultará em menor produtividade e remuneração.

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Sérgio Marques, CEO da Pague Menos, reconhece a melhora na qualidade de vida, mas levanta o alerta de que muitos colaboradores podem usar a folga extra para arrumar um segundo emprego. Também o empresário Carlos Medeiros demonstrou preocupação com os efeitos da medida, especialmente sobre pequenos negócios do setor de restaurantes. Segundo ele, o avanço da proposta ocorre de forma acelerada e sem debate aprofundado com quem será diretamente afetado. “Já está a passos extremamente acelerados e isso é uma preocupação grande, porque mais de 70% dos empregos no Brasil são gerados por pequenas empresas”, afirmou ele, destacando que o segmento de restaurantes, em especial, pode ser fortemente impactado pelas mudanças na escala de trabalho.

Luiza Trajano, presidente do conselho do Magazine Luiza, não é totalmente contra a mudança, mas alerta que o fim da escala 6×1 exige cautela. Ela defende que o aumento de custos para as empresas é “inviável” e que o debate exige diálogo para garantir o descanso do trabalhador sem reduzir salários. Diego Barreto, CEO do iFood, alerta que a mudança forçará os restaurantes a contratar mais funcionários ou reduzir a oferta, resultando no repasse de custos para o cliente. No mesmo segmento, a CEO do Coffelab, Isabela Raposeiras, defende que a medida não vai quebrar os negócios. Já Jerome Cadier, CEO da LATAM, manifestou forte oposição, alegando que uma limitação rígida nas horas trabalhadas inviabilizaria rotas internacionais longas e isolaria o país.





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