
Ler Resumo
O presidente americano, Donald Trump, pediu a vários países de maioria muçulmana, entre eles Arábia Saudita, Catar e Paquistão, que normalizem suas relações com Israel como parte de um acordo de paz com o Irã.
Em uma longa mensagem nas redes sociais, Trump enumerou as nações com cujos líderes conversou no sábado 23 sobre os esforços para encerrar a guerra no Oriente Médio e argumentou: “Depois de todo o trabalho feito pelos Estados Unidos para resolver juntos este quebra-cabeça tão complicado, deveria ser uma obrigação que todos esses países, no mínimo, assinem os Acordos de Abraão”, disse ele, referindo-se aos tratados históricos, mediados por Washingon, que normalizaram os laços diplomáticos entre Israel e nações como Emirados Árabes, Bahrein, Marrocos e Sudão.
Em seguida, ele exortou a Arábia Saudita, Catar, Paquistão, Turquia, Egito e Jordânia a seguirem o mesmo caminho.
Os Acordos de Abraão, assinados em 2020 e promovidos por Trump durante seu primeiro mandato na Casa Branca, porém, têm sofrido resistência por parte de muitos Estados, em particular os sauditas, assim como Síria e Líbano, vizinhos de Israel. Embora tenham sido bem recebidos nos círculos diplomáticos como um passo rumo a um Oriente Médio mais pacífico, eles continuam impopulares entre a opinião pública em muitas partes da região, em grande medida porque não abordam o conflito palestino-israelense. A resistência aumentou após a guerra na Faixa de Gaza, em outubro de 2023, e os avanços desenfreados de colonos judeus sobre terras palestinas na Cisjordânia.
“É possível que um ou dois (países) tenham um motivo para não fazê-lo, e isso será aceito, mas a maioria deveria estar pronta, disposta e em condições de fazer com que este acordo com o Irã seja um acontecimento muito mais histórico do que, de outro modo, seria”, escreveu Trump em sua publicação na Truth Social. “Deveria começar com a assinatura imediata por parte da Arábia Saudita e do Catar, e todos os demais deveriam seguir seu exemplo. Se não o fizerem, não deveriam fazer parte deste acordo, já que isso demonstra má intenção”, acrescentou.