Os custos de produção e importação representam atualmente 61% do preço final do combustível no Brasil enquanto os tributos respondem por 16%, os biocombustíveis por 10% e a distribuição e revenda por 13%, sendo cerca de 5% referentes à margem das distribuidoras.
Além disso, de acordo com o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), o preço final do combustível é influenciado por um conjunto de fatores nacionais e internacionais, e não pela atuação isolada de um único elo da cadeia.
Entre os principais elementos que impactam o valor do combustível estão:
- Cotação internacional do barril de petróleo.
- Contexto geopolítico.
- Variação do dólar.
- Carga tributária federal e estadual.
- Custos logísticos em um país de dimensões continentais.
- Composição obrigatória de biocombustíveis na mistura.
A entidade também destaca a necessidade de importação de cerca 30% do diesel, para atender à demanda interna do país. Atualmente, esse papel é desempenhado por importadoras e distribuidoras, que assumem sozinhas os riscos envolvidos, como custos logísticos, variações cambiais e oscilações do mercado internacional, para garantir o abastecimento nacional mesmo em períodos de maior volatilidade.
O setor de distribuição atende aproximadamente 200 mil veículos por hora em todos os municípios brasileiros, garantindo o abastecimento contínuo e reduzindo riscos de desabastecimento no país.
Para ampliar esse debate sobre os fatores que influenciam na mudança de preços percebidas pelos consumidores nos postos de abastecimento, o Metrópoles, em parceria com o Sindicom, promove em 2 de junho, às 14h30, o talk “Por que o preço do combustível muda tanto?”, com transmissão ao vivo pelo canal do YouTube do Metrópoles. O evento terá duração de 30 minutos.

À frente do debate está David Zylbersztajn, especialista em energia e presidente do Conselho de Administração do Sindicom. Foi o primeiro diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), liderando a abertura do mercado brasileiro de petróleo após o fim do monopólio estatal. Também atuou como secretário de Energia de São Paulo.

Outro convidado é o professor Márcio Lago Couto, superintendente de Pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) Energia, onde atua na coordenação de estudos sobre economia da energia, regulação e cenários do setor energético no Brasil. Economista, possui doutorado em Administração pela EAESP/FGV e mestrado em Engenharia de Produção pela UFRJ. Couto já foi executivo na Anatel e na Embratel e em projetos de consultoria para grandes empresas.
De acordo com o sindicato, a parcela destinada à distribuição e revenda financia operações consideradas essenciais para o abastecimento nacional, como armazenamento estratégico, transporte de combustíveis e controle de qualidade supervisionado pela ANP.
O setor de distribuição de combustíveis movimenta cerca de 7,3% do PIB do comércio brasileiro, com faturamento de R$ 881 bilhões por ano, além de gerar cerca de 447 mil empregos diretos e indiretos. A arrecadação tributária para 2025 foi de R$ 232 bilhões.
Talk “Por que o preço do combustível muda tanto?”
Quando: 2 de junho
Horário: 14h30