O Irã afirmou nesta segunda-feira, 25, que há avanços nas negociações com os Estados Unidos para acabar com a guerra de maneira duradoura, mas destacou que o acordo ainda não é iminente.

“É verdade que chegamos a uma conclusão em grande parte dos temas em discussão”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, em sua entrevista coletiva semanal. “Mas afirmar que a assinatura de um acordo é iminente é algo que ninguém pode sustentar”, acrescentou.

O governo do Irã também afirmou que começará a cobrar taxas por “serviços de navegação” dos navios que transitam pelo estratégico Estreito de Ormuz. “Os serviços prestados, ou seja, os serviços de navegação, assim como as medidas necessárias para proteger o meio ambiente do Estreito de Ormuz, do Golfo Pérsico e do Mar de Omã, exigem a cobrança de certas taxas”, declarou Baqaei. Ele acrescentou, no entanto, que o Irã “não busca cobrar pedágios”.

Acordo preliminar

Os Estados Unidos e o Irã chegaram no domingo 24 a um acordo preliminar para acabar com a guerra no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz, segundo com uma autoridade americana. A informação, revelada pelo The New York Times, é de que o documento ainda ainda não foi aprovado pelo presidente Donald Trump e pelo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei.

Segundo a reportagem, o acordo prevê o compromisso do Irã em descartar seu estoque de urânio altamente enriquecido, mas o mecanismo para isso ainda estaria em discussão. Trump, em algumas ocasiões, expôs a vontade dos Estados Unidos de apreenderem o material como parte do plano para limitar a produção nuclear do Irã. Além disso, o atual acordo não abordaria a questão de mísseis iranianos nem do enriquecimento de urânio pelo país.

(Com AFP)



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