Os trabalhadores brasileiros poderão utilizar, a partir desta segunda-feira (26), parte do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar dívidas por meio do programa Desenrola 2.0.

A medida faz parte da nova etapa do programa de renegociação do governo federal e deve movimentar até R$ 8 bilhões em todo o país.

Segundo o Ministério da Fazenda, será permitido usar até 20% do saldo residual do FGTS ou R$ 1 mil – prevalecendo o maior valor – para amortização ou quitação de débitos em atraso.

A consulta do saldo disponível também será liberada nesta segunda-feira. Após a adesão, os bancos terão prazo estimado de até 30 dias para formalizar os contratos e registrar as operações junto à Caixa Ecômica Federal, que fará a transferência direta dos recursos para a instituição credora.

A iniciativa ocorre em meio ao elevado índice de inadimplência no país. Dados da Serasa apontam que cerca de 50,5% da população adulta brasileira está com o nome negativado.

A expectativa do governo é de que o programa contribua para reduzir o endividamento das famílias e estimular a recuperação do crédito e do consumo.

Até meados de maio, o Desenrola 2.0 já havia renegociado cerca de R$ 10 bilhões em dívidas, em 1,1 milhão de operações, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. De acordo com ele, aproximadamente 1 milhão de CPFs foram beneficiados e 449 mil dívidas foram quitadas à vista.

Como funciona o acesso ao benefício

O trabalhador interessado em utilizar o saldo do FGTS no programa deverá se dirigir ao banco e solicitar o cadastro no Desenrola 2.0.

Para facilitar o processo, 10 mil agências dos Correios também estarão disponíveis para auxiliar os trabalhadores a realizarem o cadastro no programa.

A medida visa ampliar o acesso, especialmente para aquelas pessoas que enfrentam dificuldades em acessar os serviços bancários tradicionais.



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