
O II Tribunal do Júri do Rio recomeça a julgar nesta segunda-feira, 25, o caso da morte do menino Henry Borel, ocorrida em março de 2021. A defesa do ex-vereador Jairo Saouza Santos Júnior, o Jairinho, padrasto da criança, pedirá o adiamento da sessão, com o argumento de que o seu principal advogado, Fabiano Lopes, enfartou no sábado, 23, e não poderá estar presente. Os outros advogados de Jairinho são Rodrigo Faucz e Zanone Júnior. A expectativa da própria defesa, no entanto, é de que o pedido seja indeferido.
O julgamento de Jairinho, acusado de homicídio qualificado, e da mãe de Henry, Monique Medeiros, que responde por homicídio qualificado e também por omissão, era para ter sido iniciado em março. Mas, no primeiro dia, a defesa de Jairinho se retirou do plenário, numa manobra para adiar a conclusão do caso. Pai da criança, o vereador Leniel Borel afirmou na chegada ao TJ que o processo chega agora ao “começo do fim” e pediu aos jurados que condenem Jairinho e Monique. “São cinco anos lutando por justiça pelo meu Henry, pelo nosso Henry. Hoje o Henry não é só mais o meu filho, é o filho de cada um de vocês. Ele representa cada criança que é vítima nesse país. E eu espero que hoje a gente veja realmente a justiça sendo feita”, declarou ele. “E eu espero que hoje não haja mais uma manobra como nós vimos no dia 23 de março”.
Durante o julgamento, serão ouvidas 26 testemunhas, fora os réus. O veredicto dos jurados só será revelado ao final de todos os depoimentos e argumentações. Todo esse processo deve levar de cinco a sete dias.