Flávio Bolsonaro embarcou para os Estados Unidos na noite do último domingo (24) à espera de um encontro com Donald Trump. A viagem ocorre em meio a uma crise desencadeada pela revelação de contatos do senador com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo a analista de Política Clarissa Oliveira, a agenda nos Estados Unidos é altamente estratégica para Flávio no momento atual. “Ele se posiciona como um nome no campo da direita associado ao trumpismo, um vínculo que o pai dele sempre fez um esforço enorme para cultivar”, observou Clarissa ao Live CNN desta segunda-feira (25).
A analista também ressaltou que Trump tem interesse em manter e construir alianças com líderes da direita internacional, citando como exemplo o caso de Javier Milei, na Argentina. Para Flávio, o encontro “cria um fato positivo e contribui para fortalecê-lo junto à sua base mais raiz”, segundo Clarissa.
A analista também apontou que a aposta da pré-campanha é que, desde que não surja nenhum fato novo, a crise envolvendo o escândalo do Banco Master tenda a se dissipar progressivamente, permitindo que Flávio recupere seu desempenho nas pesquisas.
“Quem sabe consegue consegue trazer de volta aquela turma da direita que balançou com essas notícias envolvendo a relação dele com Daniel Vorcaro“, afirmou a analista.
Clarissa observa que até o momento, não há registro oficial na agenda da Casa Branca de que o encontro está confirmado. Ela destacou que a ausência de uma confirmação formal representa um risco considerável.
“É fundamental que saia, porque senão pode virar um grande mico”, afirmou. No entanto, Clarissa ponderou que a pré-campanha de Flávio provavelmente não anunciaria o encontro sem ter um terreno bastante firme para a reunião.
De acordo com apuração de Jussara Soares, o convite para a reunião na Casa Branca teria chegado na semana passada por e-mail ao gabinete de Flávio Bolsonaro no Senado e, segundo relatos, precisou ser checado para comprovar sua veracidade.