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Tão logo acabou a coletiva do técnico Carlo Ancelotti, que anunciou os 26 nomes da seleção brasileira para a Copa do Mundo, Neymar ativou as redes sociais e fez publicidade com três das suas marcas.
O primeiro deles foi a Red Bull, com a frase: “79 gols pelo Brasil, e ainda não acabou. Te vejo em campo”. Com o Mercado Livre, a brincadeira na mensagem foi: “E o Neymar? A pergunta que o Brasil inteiro repetiu nos últimos 4 anos acabou de ser respondida: o comeback veio aí. E se tem alguém que entende o valor de fazer uma entrega de respeito na hora certa, somos nós. Prepara a torcida, que a gente entrega o resto”. E com a Puma, o post em inglês trouxe: “A ligação que todos estávamos esperando… O cenário mundial não existiria sem”.
O atacante é hoje o brasileiro com mais seguidores no Instagram, com 231 milhões. Entre os jogadores de futebol, fica no Top-3, perdendo apenas para Cristiano Ronaldo, com 671 mi, e Messi, com 511 mi. “Neymar é assunto há quase duas décadas e será assim pelas próximas. Ele representa a materialização do desejo de um futebol mais alegre, criativo e habilidoso, assim como é também sua capacidade de atrair interesse, atenção, audiência e patrocínio”, analisa Reginaldo Diniz, CEO e sócio-fundador da Agência End to End.
Os holofotes em cima do craque não param por aí. Eventualmente o jogador dá o ar da graça nos jogos da Kings League, que virou atração na Espanha e vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil. “Neymar é um canhão de mídia E uma figura que conecta marcas de vários segmentos”, diz Renê Salviano, CEO da Heatmap e especialista em patrocínios e ativações de marketing esportivo.
Neymar também é o atleta brasileiro com o maior número de patrocínios, 20 no total, de acordo com o que aparece no site da NR Sports. São eles Canção, Mercado Livre, Loovi, Viva Sorte, Faanz, Popper, Next 10, Blaze, Puma, Sintta Stay, Lavitan, Ixina Kitchen, Due Incorporadora, Pley by Ney, Aiwa, Ibrahim Al.Qurashi, Campline Horses, Tropicool, Aspetar e Red Bull. “A marca Neymar permanece em alta. Essa capacidade de se manter relevante, independentemente do contexto, é o que o posiciona como um dos maiores ativos do marketing esportivo no mundo”, pontua Ivan Martinho, professor de marketing esportivo pela ESPM.
Por ser um verdadeiro “canhão de mídia”, Neymar continua atraindo empresas de diferentes segmentos que buscam alcance imediato e grande visibilidade. “Mesmo fora da seleção, ele entrega algo que o mercado valoriza muito, que é escala e engajamento”, diz Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports e especialista em marketing esportivo.
Os dados de comportamento do público também reforçam esse protagonismo. E aí vem o problema. Tudo gira em torno de seu faturmaneot e das marcas que se associam a ele. Neymar não agradeceu a convocação, o apoio da torcida ou mesmo dos familiares e de seu clube, o Santos. Após a convocação, ele apenas se preocupou em fazer… propaganda e faturar ainda mais.
Os dados mostram que, mesmo sem um papel de destaque recente na seleção brasileira, Neymar continua a capturar a atenção dos torcedores, indicando que seu apelo vai além do desempenho dentro de campo. “Quando analisamos o comportamento do usuário na plataforma, vemos que o Neymar segue liderando com folga o volume de visualizações no Brasil em 2025, à frente de nomes de grande relevância no cenário global”, comenta Alexandre Vasconcellos, diretor regional da Flashscore no Brasil.
Os dados e números estão as eu favor. Mas a torcida quer mais, quer o hexa. Se não vier, já tem seu alvo certo. A conta uma hora chega. E não há publicidade que pague.