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O Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro completa dez anos neste sábado, 23. O complexo esportivo na zona sul da cidade de São Paulo é um legado das Paralimpíadas Rio 2016 e abrigo de vinte modalidades paralímpicas. O espaço é referência internacional e impulsionou a evolução do esporte paraolímpico brasileiro.

“É um sonho. Estamos entre os quatro melhores centros de treinamento do mundo”, diz a VEJA Yohansson Ferreira, medalhista de ouro no atletismo na Paralimpíada de Londres 2012 e vice-presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

São 95.000m² de área construída com instalações internas e externas para treinamentos, competições e intercâmbios de atletas. O conjunto conta com pistas de atletismo, centro aquático, quadras adaptadas, salas de treinamento, espaços de medicina e ciência do esporte, e também oferece hospedagem com cerca de 300 leitos, refeitório, lavanderia, além de áreas administrativas.
“É praticamente uma ‘Disneylândia’ do esporte paralímpico”, brinca Ferreira.


As modalidades praticadas no CT são atletismo, basquete em cadeira de rodas, badminton, canoagem, ciclismo, esgrima em cadeira de rodas, rúgbi e tênis em cadeira de rodas, bocha, natação, futebol de cegos, futebol PC (paralisia cerebral), goalball, halterofilismo, judô, remo, tênis de mesa, taekwondo, triatlo e vôlei sentado.
Legado
A inauguração do CT Paralímpico aconteceu no dia 23 de maio de 2016, às vésperas da Paralimpíada Rio 2016. Como anfitriões, os brasileiros conquistaram 72 medalhas, maior número absoluto até então, sendo 14 ouros, 29 pratas e 29 bronzes.
Na Paralimpíada seguinte, em Tóquio, realizada em 2021, a delegação brasileira repetiu as 72 medalhas sendo 22 de ouro, 20 de prata e 30 de bronze, subindo uma posição no quadro de medalhas. E na edição de Paris 2024, o Brasil ficou em um inédito 5º lugar no quadro de medalhas, ao superar a marca absoluta de medalhas, com 88 conquistas, sendo 25 de ouro, 25 de prata e 38 de bronze.

Na última década, 67 recordes mundiais foram estabelecidos nas pistas, piscinas e campos do CT Paralímpico.
“Houve o legado intangível, que foi a visibilidade, fazendo o brasileiro conhecer o esporte e atletas como Gabrielzinho, Daniel Dias e Petrúcio Ferreira. E o tangível foi a construção do CT, que hoje é a nossa sede”, conclui Yohansson.