O Dia Internacional da Tartaruga, que comemora um dos répteis mais longevos da natureza, é comemorado neste sábado (23). Conhecida por sua lentidão, a velocidade de uma tartaruga é determinada, principalmente, pelo ambiente em que ela vive.

De acordo com registros biológicos, uma tartaruga-marinha pode nadar a até 20 km/h, enquanto espécies terrestres, como o jabuti, apresentam um deslocamento médio de apenas 0,27 km/h.

Essa diferença ocorre porque a lerdeza em solo é uma estratégia evolutiva de sobrevivência, sustentada pela proteção eficiente do casco.

Desempenho na água e na terra

A tartaruga-verde (Chelonia mydas) é um dos exemplos de agilidade no mar, alcançando velocidades razoáveis para o meio aquático.

Em contraste, os quelônios terrestres figuram entre os animais mais lentos do planeta. O jabuti-piranga (Chelonoidis carbonarius), comum no Brasil, move-se a uma taxa de aproximadamente 84 metros por hora.

Há casos de lentidão ainda mais extrema, como o da tartaruga-do-pântano-americana (Glyptemys muhlenbergii). Esta espécie pode levar um dia inteiro para percorrer apenas 17 metros, embora registros apontem que indivíduos em situações de dispersão consigam cobrir distâncias maiores, como 400 metros em 24 horas, ao retornar para seu habitat de origem.

Por que a tartaruga é lenta?

A ciência explica que os quelônios terrestres não precisam de velocidade porque seu casco oferece uma proteção segura contra predadores.

Essa defesa passiva elimina a necessidade de gastar energia com fugas rápidas, permitindo que esses animais mantenham um metabolismo baixo e alta eficiência energética.

Além disso, a velocidade de um animal costuma ser proporcional ao seu tamanho. Embora lentos para os padrões dos vertebrados, os jabutis ainda superam invertebrados menores.

Um jabuti, por exemplo, é quase seis vezes mais rápido que um caramujo  e cerca de 27 vezes mais veloz que uma lesma.

Estratégia de 200 milhões de anos

Essa lerdeza característica não impediu o sucesso do grupo. Os quelônios surgiram no período Triássico e sobreviveram até mesmo à extinção dos dinossauros sem sofrer grandes mudanças morfológicas.

A prioridade biológica desses animais não é a rapidez, mas a persistência, como demonstra o exemplo de Jonathan, um jabuti-gigante que atingiu os 190 anos, tornando-se o animal terrestre vivo mais velho do mundo, segundo registro do Guiness.



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