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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas duas principais pesquisas eleitorais divulgadas após a crise envolvendo o Banco Master e o áudio em que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aparece cobrando dinheiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse. Os novos levantamentos de AtlasIntel e Datafolha indicam deterioração da candidatura de Flávio tanto no primeiro quanto no segundo turno.

O que mostrou a primeira pesquisa após o escândalo?

A primeira pesquisa a captar integralmente os efeitos políticos do episódio foi a AtlasIntel/Bloomberg, divulgada em 19 de maio. Realizado entre os dias 13 e 18, já depois da divulgação dos áudios, o levantamento mostrou Lula com 47% das intenções de voto no primeiro turno, contra 34,3% de Flávio Bolsonaro. A diferença entre os dois chegou a quase treze pontos percentuais.

No segundo turno, o petista também abriu vantagem confortável. Segundo o instituto, Lula passou a liderar o senador por mais de sete pontos, após um cenário de empate técnico registrado anteriormente, com 48,9% a 41,8%.

A pesquisa mostrou ainda que o episódio alcançou enorme repercussão pública. Segundo o levantamento, 95,6% dos eleitores disseram ter tomado conhecimento do caso e 93,9% afirmaram ter ouvido o áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.

O impacto apareceu também na percepção sobre o escândalo. O percentual de eleitores que associam o caso Banco Master ao entorno de Jair Bolsonaro saltou de 28,3% em março para 43,3% em maio. A pesquisa foi contestada pela oposição por ter mostrado o áudio aos respondentes em uma segunda etapa do questionário.

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Como o Datafolha confirmou a queda de Flávio?

A situação seguiu delicada para o senador na nova pesquisa Datafolha, divulgada na sexta, 22 de maio. O levantamento foi o primeiro do instituto realizado majoritariamente após a consolidação pública da crise.

No cenário de primeiro turno, Lula abriu nove pontos de vantagem sobre Flávio: 40% contra 31%. Na pesquisa anterior, divulgada uma semana antes, os dois estavam tecnicamente empatados dentro da margem de erro, em um cenário de 38% para Lula e 35% para o senador.

No segundo turno, a igualdade registrada anteriormente — 45% para cada lado — transformou-se em vantagem de quatro pontos para o presidente: 47% a 43%.

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O Datafolha mostrou ainda que o escândalo já se tornou conhecido pela maior parte do eleitorado. Segundo o instituto, 64% dos entrevistados disseram ter ouvido falar do caso, e o mesmo percentual afirmou considerar que Flávio Bolsonaro “agiu mal” no episódio.

Quem herdou os votos perdidos por Flávio?

Apesar da queda de Flávio, os levantamentos indicam que a direita ainda não encontrou um substituto competitivo imediato. Na AtlasIntel, o nome que mais cresceu após o desgaste do senador foi o empresário e ativista Renan Santos (Missão), que chegou a 6,9% das intenções de voto. Já no Datafolha, Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) continuam oscilando entre 3% e 4%, sem demonstrar capacidade de absorver o eleitorado perdido pelo senador.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também apareceu pela primeira vez em cenários do Datafolha. Em um eventual segundo turno contra Lula, ela marcou 43%, enquanto o presidente atingiu 48%. No primeiro turno, Michelle ficou com 22%, abaixo dos 31% obtidos por Flávio.

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O que os números revelam sobre a disputa de 2026?

Os números consolidam o primeiro abalo político enfrentado por Flávio Bolsonaro desde que sua pré-candidatura presidencial começou a ganhar força no fim do ano passado. Até então, o senador vinha crescendo nas pesquisas e havia chegado a superar numericamente Lula em alguns cenários de segundo turno.

As pesquisas também mostram que, apesar do desgaste do senador, a polarização entre lulismo e bolsonarismo continua dominante no cenário eleitoral. Lula ampliou sua vantagem, mas os adversários alternativos da direita ainda não demonstraram força suficiente para romper a disputa principal entre PT e PL.

VEJA+IA: Este consolidado de pesquisas foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.



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