
Oruam responde a processo na Comarca de Santa Isabel porque, no dia 16 de dezembro de 2024, na cidade paulista de Igaratá, Oruam disparou um tiro de espingarda em meio a uma festa, na presença de diversas pessoas. A conduta criminosa foi filmada e postada em redes sociais, informou o MP.
“Em que pese a manifestação indicando endereços novos, verifica-se que a ação da defesa busca apenas protelar o andamento do processo e não retira o denunciado da condução de fugitivo da Justiça, não só no Estado de São Paulo, mas também no Rio de Janeiro, que até a presente data não localizou Mauro. Portanto, o acusado está em flagrante descumprimento das medidas cautelares aplicadas por ocasião do processo ao qual é réu no Rio de Janeiro”, registrou a promotora de Justiça Gabriela Briganti Iodice em parecer assinado na quinta-feira, 21. “Assim, o réu está em local incerto e não sabido, o que revela inegável intenção de se furtar à persecução penal e ao regular andamento do feito. Desta feita, o Ministério Público insiste no pedido de prisão preventiva do réu, conforme argumentado na manifestação anterior.”
De acordo com a defesa, Oruam é réu “primário, com residência fixa, é uma pessoa pública e pode ser encontrado não apenas em seu endereço domiciliar ou profissional, como, por ser um artista de renome e sucesso nacional e internacional, está sempre presente em lugares públicos e não tem o menor interesse em praticar qualquer ato que possa trazer risco concreto e atual à aplicação da lei penal, garantia da ordem pública, da ordem econômica e da instrução criminal”, citaram os defensores Siro Darlan de Oliveira, Guilherme Busi de Oliveira e Mariane dos Santos Machado. “Assim, um decreto de prisão, por um fato de menor ofensividade, onde o acusado tem se apresentado em todos sofrendo todos os tiposde constrangimentos e se colocando, através de seus advogados aos ditames da Justiça, é inadmissível.”