Volatilidade é o que definiu os movimentos dos índices de moedas e ações nesta semana. Na sexta-feira, 22, as incertezas globais e domésticas fizeram com que os investidores operassem sobretudo com cautela. No exterior, o que causa inseguranças ainda é a falta de um acordo concreto entre Estados Unidos e Irã para acabar com o conflito no Oriente Médio.

O cenário fez com que o preço do barril de petróleo brent continuasse em um vai-e-vém. Hoje, teve alta de 1% e ficou cotado a cerca de 104 dólares. As tensões entre Washington e Teerã, além de manterem a commodity pressionada e reacenderem preocupações inflacionárias, sustentaram o prêmio de risco global para o mercado financeiro.

Esses fatores ainda ajudam a valorizar o dólar, que se manteve no patamar dos 5 reais. “O movimento ganhou tração após a Universidade de Michigan mostrar piora no sentimento do consumidor e avanço das expectativas de inflação, reforçando a percepção de juros elevados por mais tempo nos EUA”, explica Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

Os investidores ainda digerem a ata do Federal Reserve (Fed), banco central americano, referente à última reunião. Segundo Rafael Pastorello, portfólio manager do banco Sofisa, “o documento evidenciou preocupações persistentes com a inflação, reacendendo os temores de uma eventual retomada do ciclo de alta de juros, caso o ambiente adverso se prolongue.” Isso se respalda nos mercados emergentes, que tendem a se tornar relativamente menos atrativos em um ambiente de juros mais altos nas economias desenvolvidas.

Já no Brasil, as preocupações da Faria Lima se baseiam nos riscos eleitorais e fiscais. Jucelia Lisboa, economista e sócia da Siegen, afirma que a falta de maior clareza em relação à agenda estrutural e à condução das contas públicas sustenta um nível elevado de incerteza, refletido na percepção de risco dos investidores.

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No campo corporativo nacional, o pedido de recuperação judicial da Estrela ganhou destaque na semana. “O caso reforça a percepção de que o ambiente de juros elevados, aliado a condições de crédito ainda restritivas, continua desafiador para empresas, especialmente aquelas com maior nível de alavancagem ou menor capacidade de geração de caixa”, diz Lisboa.

Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado:



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