
A Netflix deve ampliar a presença em conteúdos ligados ao esporte, experiências para celulares e games na tentativa de mostrar que é uma plataforma completa de entretenimento. A avaliação é do professor e especialista Pedro Teberga (docente da ESPM, FGV, FAAP, Einstein, Centro Universitário Belas Artes e FIA). Para os assinantes, o movimento indica um streaming cada vez mais diversificada. Para o assinante a boa notícia é que a empresa deve seguir apostando em planos mais baratos com publicidade para enfrentar um cenário de inflação e cortes nos gastos das famílias. “Não somente um streaming, mas uma plataforma de entretenimento”, resume o professor durante entrevista ao programa Mercado, apontando que a estratégia mira aumentar audiência, retenção de usuários e presença em diferentes telas.
A avaliação vem na esteira dos números divulgados pela Netflix: Foram mais de 135 bilhões de dólares investidos em séries e filmes nos últimos dez anos no mundo. A empresa afirma que esse volume movimentou mais de 325 bilhões de dólares na economia global e ajudou a gerar cerca de 425 mil empregos em áreas que vão de produção audiovisual a efeitos especiais. No Brasil, onde a plataforma mantém uma base relevante de assinantes, a estratégia segue combinando produções locais, novos formatos e expansão da audiência. Na avaliação do especialista, a empresa também busca reforçar seu peso econômico diante das discussões sobre regulamentação do setor digital e tributação das plataformas.