Carlo Petrini (foto em destaque), fundador do movimento Slow Food, morreu nessa quinta-feira (21/5), aos 76 anos, em Bra, na Itália. A organização criada por ele divulgou o seu falecimento em nota, mas não revelou a causa da morte.

“A sua energia, a sua determinação e a sua dedicação ao longo da vida aos outros continuarão a ser uma força guia para todo o movimento Slow Food e para todos aqueles que partilharam a sua visão”, diz o comunicado.

Petrini fundou o movimento em 1986, como protesto contra a abertura do primeiro MC Donald’s na Itália. A iniciativa visa promover alimentos de qualidade e produtos locais.

Em 1989, o Slow Food foi oficialmente reconhecido como uma associação internacional e seu manuscrito finalmente foi assinado. Atualmente, o movimento está presente em mais de 160 países, inclusive no Brasil, e conta com centenas de projetos que englobam sustentabilidade e consumo sustentável e milhões de pessoas envolvidas neles.

“Ele combinou a capacidade de sonhar com um profundo sentimento de alegria e propósito coletivo, abrindo caminhos concretos em direção à mudança social. Seu trabalho sempre foi enraizado em colaboração com outros, especialmente as gerações mais jovens, e guiado pela paixão, empatia e fraternidade“, afirma a Slow Food.

Petrini ainda fundou a rede internacional Terra Madre, voltada à agricultura sustentável, e a Universidade de Ciências Gastronômicas, em Pollenzo, também na Itália.





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