A Justiça do Rio de Janeiro condenou o ex-policial militar Orlando Oliveira de Araújo, o “Orlando Curicica”, a 35 anos, seis meses e 20 dias de prisão pelo homicídio de Wagner Raphael de Souza e pela tentativa de homicídio de uma mulher. O criminoso, que atualmente está no presídio de Mossoró, no Rio Grande do Norte, participou da sessão de julgamento na última quarta-feira, 20, por videoconferência.

O caso ocorreu em 2015, no bairro de Curicica, na Zona Sudoeste da capital fluminense.  O casal foi atacado a tiros dentro de um carro por criminosos que estavam em outro veículo, a mando do ex-PM, segundo a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Wagner presidia a Escola de Samba União do Parque Curicica e Orlando foi apontado como chefe de uma milícia que atuava na região.

As investigações revelaram que o crime foi motivado por uma desavença relacionada ao aluguel de um terreno. O acordo teria sido feito sem a autorização de Orlando. O ataque, segundo o MPRJ, foi feito de surpresa, sem que as vítimas pudessem reagir. Além do reconhecimento da autoria do homicídio, foram reconhecidos os agravantes de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa das vítimas.

A sentença destacou o planejamento do crime, a violência empregada e a condição de mandante exercida por Orlando. Os antecedentes criminais do miliciano também foram considerados na decisão.

Em 2018, o ex-PM foi apontado como um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Orlando Curicica chegou a ser preso durante a investigação do caso. Uma testemunha plantada pelos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão tentou incriminá-lo, mas a versão foi desmontada posteriormente pelos investigadores.



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