A Polícia Civil de São Paulo descobriu que Laéssio Rodrigues de Oliveira, considerado o maior ladrão de livros raros do Brasil, foi o mentor do roubo de 13 obras de arte da Biblioteca Mário de Andrade, em dezembro de 2025. Ele é um dos três alvos da Operação Marchand, deflagrada nesta sexta-feira (22/5).

Laéssio é apontado pela polícia como mandante e braço estratégico do assalto — as obras levadas estão avaliadas em cerca de R$ 1,325 milhão.

A Justiça decretou a prisão temporária de duas pessoas, além de Laéssio: o marido dele, Carlos Leandro Ferreira da Silva, e uma jovem formada em direito identificada inicialmente como Regiane.

Laéssio e Carlos Leandro já tinham sido presos pela Polícia Federal em 20 de abril no Rio de Janeiro e os mandados foram cumpridos nos presídios em que estão detidos. Regiane foi presa nesta sexta-feira.

Também foram expedidos 11 mandados de busca e apreensão para cumprimento em São Paulo, São Bernardo do Campo, Diadema e Rio de Janeiro.

O Metrópoles apurou que duas casas de leilões (uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro) foram alvo da operação. A suspeita é de que as obras roubadas da biblioteca tenham sido vendidas ilegalmente e estejam fora do país.

Durante a operação desta sexta-feira, foram apreendidos obras de arte e um notebook.

Quem são os alvos da operação

Laéssio é um velho conhecido da polícia. Em 1998, foi apontado como responsável pelo furto de revistas raras na Fundação Biblioteca Nacional — material avaliado na época em US$ 750 mil.

Nos anos seguintes, Laéssio teria sido também o responsável por furtos em bibliotecas da Universidade de São Paulo (USP), Museu Nacional e Palácio do Itamaraty, entre outros. Ele foi tema do documentário Cartas para um ladrão de livros, da Globoplay.

Carlos Leandro, marido de Laéssio, era seu braço direito. Segundo o delegado Ronald Quene Justiniano, da 1ª Cerco, o casal veio à capital paulista em dezembro para pegar as obras de arte da Mário de Andrade e levá-las ao Rio de Janeiro, onde foram negociadas com leiloeiros.

Já a bacharel em direito identificada como Regiane teria apresentado a Laéssio e Carlos os dois homens que teriam executado o crime: Gabriel Pereira de Mello, o Gargamel, e Felipe dos Santos Fernandes, o Sujinho — este último está foragido.

Até o momento, o paradeiro das peças roubadas da biblioteca é incerto.



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