A atriz Lupita Nyong’o, 43, respondeu a comentários racistas ligados ao anúncio de sua participação no longa-metragem “A Odisseia”, dirigido por Christopher Nolan. A atriz sofreu ataques após vir a público que vai interpretar Helena de Troia, que no mito é considerada a mulher mais bonita do mundo e que teria “levado 1.000 barcos ao mar”, por conta de seu casamento proibido com o príncipe Paris.

Comentários racistas dizendo que ela não seria adequada para o papel mencionavam sua aparência, ressaltando a negritude da atriz como algo que não “combinaria com Helena”. O bilionário Elon Musk chegou a dizer que Nolan a escolheu para o papel apenas por “querer prêmios”.

A atriz concedeu entrevista à Elle e rebateu as críticas: “Esta é uma história mitológica”, defendeu. “Apoio muito a intenção do Chris com ela e com a versão da história que ele está contando. Nosso elenco é representativo do mundo. Não vou perder meu tempo pensando em uma defesa. As críticas existirão, quer eu responda ou não”, completou a atriz.

Sobre a beleza da personagem, a atriz diz acreditar que sua interpretação deve ir além disso. “Você não pode interpretar a beleza, eu quero saber quem é ela”, declarou. Para ela, trabalhar com um texto milenar e tão conhecido é todo o ponto da obra. “A vantagem de trabalhar com um escritor como Chris é que tudo começa no papel. A investigação começa com as páginas que você recebe. Foi nisso que me baseei.”

Nyong’o não foi a única do elenco a receber comentários preconceituosos. Travis Scott e Elliot Page, que interpretam papéis não revelados, também enfrentaram comentários racistas e transfóbicos. Mas Nyong’o afirma que a diversidade do elenco é um ponto forte: “É algo extraordinário fazer parte de ‘A Odisseia’, porque é algo grandioso. Abrange mundos. É por isso que o elenco é como é. Estamos vivendo a narrativa épica do nosso tempo.”



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