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O Itamaraty convocou a chefe da embaixada de Israel no Brasil, Rasha Athamni, na quinta-feira 21, para solicitar esclarecimentos sobre um vídeo divulgado pelo ministro da Segurança Nacional israelense, Itamar Ben Gvir, onde ativistas de uma flotilha humanitária rumo à Faixa de Gaza aparecem com as mãos amarradas e as testas pressionadas contra o chão.

Os cerca de 430 tripulantes a bordo de aproximadamente 50 embarcações foram interceptados na segunda-feira 18 pelo Exército israelense no Mediterrâneo, a oeste de Chipre. Eles foram então levados à força para Israel e detidos na prisão de Ktziot, informou a ONG Adalah, que os representou legalmente.

Em nota, o ministério das Relações Exteriores do Brasil condenou a atitude das autoridades israelenses, classificando o tratamento dado aos ativistas da Flotilha Global Sumud como “degradante e humilhante”.

A embaixadora israelense foi recebida pelo Diretor do Departamento de Oriente Médio, embaixador Clélio Crippa, no Itamaraty, em Brasília.

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Athamni comanda a embaixada de Israel em Brasília desde outubro de 2025, na condição de encarregada de negócios, enquanto o posto de embaixador permanece vago desde a partida de Daniel Zonshine. O Brasil também está sem embaixador em Tel Aviv desde o início de 2024.

Vídeos expõem humilhação

Os militantes da Flotilha Global Sumud (“sumud” significa resiliência em árabe) queriam chamar a atenção para a situação humanitária na Faixa de Gaza, devastada por mais de dois anos de guerra entre o Hamas e Israel, ao romper o bloqueio marítimo que o Estado israelense impõe ao pequeno território costeiro palestino.

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Na quarta-feira, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, provocou indignação internacional e até mesmo dentro de seu próprio governo ao publicar um vídeo dos militantes da flotilha ajoelhados com as mãos amarradas.

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Uma jovem que gritou “Palestina livre” enquanto o ministro passava acabou com a cabeça pressionada contra o chão por forças de segurança.

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Gvir, do partido Poder Judaico, foi criticado pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e pelo ministro das Relações Exteriores de Israel.

No entanto, o premiê defendeu seu país, afirmando que “tem todo o direito de impedir que flotilhas provocativas de apoiadores terroristas do Hamas” entrem em suas águas territoriais e cheguem a Gaza, referindo-se ao grupo palestino que desencadeou a guerra ao lançar um ataque terrorista contra Israel em 7 de outubro de 2023.

Após a divulgação da gravação, países como Espanha, Irlanda e Itália pediram sanções da União Europeia contra o ministro que publicou os vídeos, e denunciaram as imagens como “inaceitáveis”.



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