Foram caóticos os últimos momentos de Marcello Lopes, o Marcelão, no comando da comunicação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro.

O ex-policial caiu exatamente uma semana depois da revelação de um áudio no qual o filho de Jair Bolsonaro fazia juras de fidelidade eterna a Daniel Vorcaro, o ex-banqueiro preso por corromper meio mundo na cúpula da República.

No QG da pré-campanha de Flávio, no Lago Sul, em Brasília, Marcelão surtou, meteu o dedo na cara de diferentes integrantes da campanha de Flávio e, mais grave, ameaçou pegar, aos berros, os “traidores” que, na visão dele, haviam vazado para imprensa informações que desabonaram seu currículo de marqueteiro e a campanha de Flávio.

Depois de esmurrar uma mesa de vidro e quebrar coisas na produtora e de ameaçar a equipe que trabalhava com ele, o tempo fechou para Marcelão. O surto chegou até a cúpula do PL, levando um cacique a procurar Flávio Bolsonaro para relatar o comportamento caótico no QG.

Marcelão acabou trocado por decisão de Flávio Bolsonaro, mas conseguiu, segundo interlocutores dele, sair com a versão honrosa — e tão mentirosa quanto as negativas de Flávio sobre Vorcaro — de que havia pedido para deixar o posto.

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“Ele não pediu pra sair. Foi demitido”, diz um aliado do senador.

Em tempo, Marcelão será substituído por Eduardo Fischer.



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