A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola (foto em destaque), emitiu um novo pronunciamento acerca da Operação Vernix, deflagrada nessa quinta-feira (21\5), e afirmou que não há provas consistentes que o liguem aos fatos investigados.

Em nota, o advogado Bruno Ferullo Rita informou que a inclusão de Marcola na operação ocorreu “única e exclusivamente” por causa de um suposto apelido atribuído de forma equivocada em conversas de terceiros interceptadas durante as investigações.

“Ocorreu única e exclusivamente de um suposto vulgo que lhe foi atribuído de forma equivocada em conversas de terceiros. Inexiste, portanto, qualquer elemento probatório consistente que vincule Marco Willians Herbas Camacho aos fatos investigados”, afirmou a defesa.

O apelido, segundo a investigação, seria “Narigudo” e teria sido usado por outros envolvidos no esquema criminoso como codinome para o homem apontado como chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC).

“Narigudo”: defesa de Marcola diz que operação foi baseada em apelido - destaque galeria

Marcola, chefe do PCC
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Marcola, chefe do PCC

Arte/Metrópoles

Marcola, líder máximo do PCC
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Marcola, líder máximo do PCC

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Marcola está na Penitenciária Federal do DF
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Marcola está na Penitenciária Federal do DF

Hugo Barreto/ Metrópoles

Marcola é apontado como chefe do PCC
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Marcola é apontado como chefe do PCC

Arquivo pessoal

Os advogados também sustentam que a inocência do cliente será demonstrada ao longo da persecução penal, “com o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa”.

A defesa afirmou ainda que permanece à disposição das autoridades e da imprensa para prestar esclarecimentos.

A operação

Conforme noticiou o Metrópoles, a Operação Vérnix foi desencadeada a partir de uma investigação que começou em 2019. À época, policiais penais apreenderam bilhetes com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau.

Os recados revelaram elementos relacionados à dinâmica interna do PCC, à atuação de lideranças do crime organizado e possíveis ataques contra agentes públicos.

A investigação levou a uma transportadora em Presidente Venceslau, posteriormente reconhecida judicialmente como instrumento utilizado pelo crime organizado para lavagem de dinheiro.

A descoberta deu origem à segunda fase da operação, batizada de Lado a Lado. Essa etapa revelou movimentações financeiras incompatíveis, crescimento patrimonial sem lastro econômico suficiente e a utilização da transportadora como braço financeiro do PCC.

Durante a Operação Lado a Lado, as autoridades apreenderam um celular e analisaram trocas de mensagens de pessoas ligadas à facção. O conteúdo revelou indícios de repasses financeiros à Deolane Bezerra e apontou vínculos pessoais e comerciais da influenciadora com um dos gestores fantasmas da transportadora.

As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.



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