A empresária Karina Ferreira da Gama se viu no centro dos escândalos do Caso Master na última semana, quando foi divulgado que o senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro (RJ), negociou um repasse de R$ 134 milhões com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro produzida pela Go Up Entertainment.

Nesta quinta-feira (21), a Ancine (Agência Nacional de Cinema) abriu uma investigação formal para apurar irregularidades na produção do longa-metragem.

Quando as mensagens entre Flávio e Vorcaro foram divulgadas pelo Intercept Brasil, a Go Up emitiu uma nota negando que tenha recebido qualquer financiamento do dono do Banco Master.

Dois dias depois, o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que também assina a produção e o roteiro de “Dark Horse” e havia ratificado o comunicado inicial da empresa, admitiu que o filme recebeu recursos do ex-banqueiro.

Na última terça-feira (19), Flávio disse que solicitou à produtora uma prestação de contas sobre o financiamento da produção.

Além da Go Up, Karina também é dona da ONG Instituto Conhecer Brasil. A empresa é investigada pela Polícia Civil do Estado de São Paulo devido a um contrato com a Prefeitura de São Paulo para a instalação de cinco mil pontos de internet na capital paulista.

“A investigação apura os crimes de frustração do caráter competitivo de procedimento licitatório, fraude na execução de contrato administrativo e emprego irregular de verbas ou rendas públicas envolvendo a Prefeitura de São Paulo”, diz trecho do comunicado da SSP (Secretaria Estadual da Segurança Pública de São Paulo) enviado à CNN Brasil.

O Ministério Público analisa se a seleção pública para escolha da organização foi criada para favorecer alguém específico e busca entender os motivos que levaram ao acordo entre a prefeitura e a instituição.

As autoridades também suspeitam de possíveis mudanças contratuais em sequência e de repasses financeiros a serviços que ainda não teriam começado.

Esse é o segundo inquérito investigando a relação entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil. A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital também apura eventuais irregularidades na implantação, operação e manutenção de 5.000 pontos de acesso à rede de wi-fi pública em comunidades do município.

Karina tem uma relação próxima com Mário Frias. O vereador Nabil Bonduki (PT-SP) compartilhou um registro publicado por Juliana Frias, esposa de Frias, no qual a empresária aparece na diplomação do deputado. Juliana declara na publicação que a empresária faz parte da equipe do parlamentar federal.

Evangélica, a empresária é responsável também pela feira The Connect Faith, encontro internacional de líderes cristãos, empreendedores e empresas, que ocorre na capital paulista, com foco em tecnologia e inovação para as igrejas.

A CNN Brasil entrou em contato com Karina da Gama e questionou o envolvimento de Vorcaro com a produtora, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

*Sob supervisão de João Ker 





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