O ator Jim Caviezel foi escolhido para interpretar o ex-presidente Jair Bolsonaro no filme Dark Horse, com estreia prevista para setembro. Conhecido mundialmente por protagonizar A Paixão de Cristo (2004), ele construiu uma carreira marcada por declarações controversas e associação a teorias da conspiração.

Aos 34 anos, Caviezel começava a chamar a atenção de Hollywood ao estrelar O Conde de Monte Cristo (2002), no qual interpretou Edmond Dantès. Apenas dois anos depois, viveria o papel mais marcante da carreira ao dar vida a Jesus em A Paixão de Cristo (2004).

Dark Horse: por que Jim Caviezel foi “cancelado” em Hollywood? - destaque galeria

Jim Caviezel em A Paixão de Cristo
1 de 6

Jim Caviezel em A Paixão de Cristo

Philippe Antonello

O ator norte-americano Jim Caviezel vai dar vida ao ex-presidente Bolsonaro em Dark Horse
2 de 6

O ator norte-americano Jim Caviezel vai dar vida ao ex-presidente Bolsonaro em Dark Horse

Reprodução

Jim Caviezel interpretou Jesus no filme A Paixão de Cristo
3 de 6

Jim Caviezel interpretou Jesus no filme A Paixão de Cristo

Reprodução/IMDB

Jim Caviezel em Som da Liberdade
4 de 6

Jim Caviezel em Som da Liberdade

Reprodução

A produção promete contar a história de Bolsonaro nas eleições de 2018
5 de 6

A produção promete contar a história de Bolsonaro nas eleições de 2018

Reprodução/Instagram Flávio Bolsonaro

Jim Caviezel será Jair Bolsonaro em Dark Horse
6 de 6

Jim Caviezel será Jair Bolsonaro em Dark Horse

Hugo Barreto/Metrópoles e @therealjimcaviezel/Instagram/Reprodução

Convidado por Mel Gibson para protagonizar o longa, Caviezel teria sido alertado pelo diretor antes de aceitar o papel. “Você nunca mais trabalhará nessa cidade”, teria dito o cineasta em conversa relatada pelo jornal The Guardian. A suposta previsão ganhou força nos anos seguintes.

Embora A Paixão de Cristo tenha arrecadado cerca de US$ 610 milhões em bilheteria, segundo o Box Office Mojo, o filme foi cercado de controvérsias. Durante as gravações, o próprio ator afirmou ter deslocado o ombro, ter sido atingido por um raio e chicoteado acidentalmente nas costas. Além disso, o longa enfrentou acusações de antissemitismo por parte de críticos e representantes de comunidades judaicas.

“O filme antissemita mais virulentamente feito desde os filmes alemães de propaganda da Segunda Guerra Mundial”, avaliou o New York Daily News à época.

Após o sucesso, Caviezel perdeu espaço e passou a atuar em produções menores até retornar ao centro das atenções em 2023, com Som da Liberdade, outro filme envolto em controvérsias.

A polêmica de Som da Liberdade

No longa, ele interpreta Timothy Ballard, ex-agente do governo dos Estados Unidos que abandona a carreira pública para atuar no combate ao tráfico infantil. O filme se tornou um sucesso de bilheteria e recebeu apoio de nomes como Elon Musk e Donald Trump.

Ao mesmo tempo, a produção foi associada ao QAnon, teoria da conspiração de extrema direita que afirma que a elite mundial faz parte de um esquema pedófilo e satânico que se alimenta do sangue de crianças para se manter jovem.

Caviezel passou a reproduzir discursos ligados a essa teoria, incluindo a falsa alegação do chamado “adrenochroming”, termo usado para sustentar a narrativa de que traficantes torturam crianças e drenam a adrenalina do sangue para obter um elixir da juventude.

Em um evento ligado ao QAnon em Oklahoma, em 2021, Caviezel afirmou: “Todo tipo de lugar, o adrenochroming de crianças … Se uma criança sabe que vai morrer, seu corpo vai secretar essa adrenalina. Essas pessoas que fazem isso não terão misericórdia”.

Alejandro Monteverde, diretor de Som da Liberdade, chegou a declarar publicamente que se arrependeu de escalar Caviezel para o papel. Além disso, o ator é um apoiador público de Donald Trump e do movimento MAGA, ligado a pautas conservadoras e anti-imigração nos Estados Unidos.

Agora, Caviezel retorna às telas em outra produção cercada de polêmicas. Dark Horse, que retrata a campanha presidencial de Bolsonaro em 2018, foi alvo de denúncias de que o banqueiro Daniel Vorcaro teria desembolsado R$ 61 milhões para o projeto, valor que faria parte de um acordo total de R$ 134 milhões.

Paralelamente, a polícia investiga um contrato de R$ 108 milhões de Wi-Fi da Prefeitura de São Paulo com uma ONG ligada ao longa. Parlamentares também destinaram R$ 8 milhões em emendas a empresas e entidades associadas à produtora do projeto.





Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *