O plenário do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (20), as indicações de Otto Lobo e Igor Muniz, respectivamente, para a presidência e diretoria colegiada da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
O nomes haviam sido aprovados nesta manhã na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) da Casa. O nome de Otto Lobo foi aprovado com um placar de 31 votos favoráveis e 13 contrários. Já Igor Muniz teve 39 votos a favor e 9 contra.
A CVM é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda que fiscaliza, normatiza, e disciplina o mercado de valores mobiliários no Brasil.
Otto Lobo assumiu interinamente a presidência da autarquia em 2025, quando o então presidente João Pedro Nascimento renunciou ao cargo em julho. Em janeiro deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou o nome de Lobo para substituir João Pedro na presidência.
Assim, ele cumprirá um mandato tampão até julho de 2027, complementando o período restante do antecessor, e não o tradicional de cinco anos.
Otto Lobo entrou na CVM em 2022, quando foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para ocupar a diretoria.
Perfil
O indicado do presidente Lula à presidência da CVM é advogado, com doutorado em direito pela USP (Universidade de São Paulo).
Em sua tese de doutorado, Otto Lobo abordou a distribuição de dividendos e o regime de proteção aos acionistas minoritários, credores e demais stakeholders.
Lobo também atuou como conselheiro titular do CRSFN (Conselho de Recursos do Sistema Financeira Nacional) entre 2015 e 2018.
Já Igor Muniz atuou como advogado da Petrobras e Gerente do Jurídico Financeiro da estatal, área responsável por assessorar as operações da companhia nos mercados bancário e de capitais.
Foi conselheiro de administração da Petrobras Logística de Gás, da Transportadora Associada de Gás e conselheiro da OAB/RJ.
A CVM é uma entidade autárquica em regime especial, vinculada ao Ministério da Fazenda. Atualmente, há dois diretores em exercício na autarquia: João Accioly e Marina Paula Copola.