
O presidente Lula assinou nesta quarta-feira dois decretos que fortalecem a regulamentação sobre a atividade das redes sociais. Eles criam mais espaços para prevenção de golpes digitais, para denúncia e segurança das mulheres. Um dos decretos estabelece que as plataformas precisam criar canais específicos para mulheres denunciarem a exposição de conteúdos íntimos sem consentimento. O material terá que ser removido em até 2 horas. Também ficou proibido o uso de inteligência artificial para criar imagens íntimas ou sexualizadas de mulheres.
Em relação aos golpes digitais, o outro decreto obriga as big techs a armazenarem dados de anunciantes para que, na hipótese de crimes, seja possível rastrear e encontrar os autores. Esse segundo decreto também estabelece que as plataformas podem ser responsabilizadas se forem constatadas “falhas recorrentes” na prevenção de crimes digitais.
Lula assinou os decretos na cerimônia que marcou os 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio. Na ocasião, o presidente relembrou casos emblemáticos de violência contra a mulher e afirmou que a educação é a principal arma para enfrentar esse problema.
As novas explicações do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, sobre os milhões que recebeu do ex-banqueiro Daniel Vorcaro elevaram o clima de desconfiança entre aliados. De acordo com o colunista de VEJA José Casado, apesar do esforço de Flávio, que prometeu apresentar ao partido “em 30 dias” detalhes sobre a rota do dinheiro, aparentemente o senador não conseguiu convencer a plateia de parlamentares do PL. Predominou a desconfiança, porque a cada dia Flávio Bolsonaro tem contado uma história diferente sobre suas obscuras transações financeiras com o Grupo Master.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro evitou comentar a crise que envolve o senador Flávio Bolsonaro, após a divulgação de conversas dele com o banqueiro Daniel Vorcaro. Em evento em Brasília, nesta terça-feira, Michelle desconversou ao ser questionada por jornalistas e disse que o assunto deve ser tratado diretamente com o parlamentar.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta quarta-feira que a Câmara dos Deputados explique em 48 horas a situação funcional do deputado federal Mário Frias (PL-SP). Frias é produtor executivo do filme Dark Horse, que conta a história de vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar saiu do país há alguns dias e passou por Bahrein, um país do Oriente Médio. Agora, ele está em Dallas, nos Estados Unidos.
A decisão foi dada em segredo de Justiça. A ordem é para que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), explique o tempo concedido para a missão do parlamentar.
Em áudio enviado em dezembro de 2025 e divulgado pelo The Intercept, Frias agradece Daniel Vorcaro pelo apoio e informa ao banqueiro sobre o andamento da produção de Dark Horse, o filme biográfico de Jair Bolsonaro.
Representantes dos governos do Brasil e dos Estados Unidos deram sequência nesta terça-feira às tratativas comerciais iniciadas após o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente americano Donald Trump, realizado em 7 de maio, em Washington.
As conversas fazem parte do grupo de trabalho criado pelos dois países para discutir tarifas e outros entraves comerciais. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, participou de uma reunião virtual com o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer.
Após o encontro, Greer afirmou nas redes sociais que recebeu de forma positiva a postura brasileira nas negociações. “Saúdo o engajamento construtivo do Brasil para avançar nas questões comerciais e espero continuar as discussões”, escreveu.
Nas notícias internacionais, Vladimir Putin desembarcou em Pequim para uma reunião com o chinês Xi Jinping. Os dois assinaram 40 acordos comerciais e de cooperação, fortalecendo a aliança entre Rússia e China em meio à guerra no Oriente Médio.
Putin já visitou a China 25 vezes, e esta visita vem logo depois do americano Donald Trump, que esteve com Xi na semana passada em Pequim.
Especialistas em relações internacionais destacam que o chinês Xi Jinping vem ganhando relevância na diplomacia mundial. Em menos de uma semana, ele recebeu Putin e Trump, além de conversar com líderes da União Europeia e manter canais constantes com representantes do Oriente Médio.
Na visita do presidente russo, Xi fez um discurso em que atacou o que chamou de “lei da selva” na política.
O recado de Xi não foi discreto, segundo especialistas: foi endereçado à Casa Branca. Já Vladimir Putin foi mais contido e falou sobre a relação bilateral com a China, hoje a maior compradora de energia da Rússia.