O projeto de paixão do ator de Hollywood nascido em Cuba, Andy Garcia, “Diamond”, foi exibido no Festival de Cannes na terça-feira (19), cerca de duas décadas após a estrela de “Onze Homens e um Segredo” idealizar o projeto pela primeira vez enquanto ajudava sua filha com uma tarefa escolar.
Garcia dirigiu e estrela o filme de inspiração “noir”, que acompanha o detetive particular Joe Diamond, contratado pela viúva “femme fatale” Sharon Cobbs, interpretada por Vicky Krieps, para investigar o assassinato de um empresário rico. Os atores americanos Bill Murray e Dustin Hoffman também têm papéis como personagens secundários.
Quando o artista de 70 anos — que também escreveu e produziu o longa — soube que o título seria exibida fora de competição no festival, ele disse que não poderia estar mais feliz. Ao dizer que o filme era como seu filho, Garcia declarou à Reuters: “É o maior presente do mundo celebrar a conquista do seu filho”.
Conhecido por papéis em filmes como “O Poderoso Chefão: Parte III” e “Quando um Homem Ama uma Mulher”, o ator indicado ao Oscar construiu uma carreira de décadas em Hollywood, tanto na frente quanto atrás das câmeras.
“Diamond” é o seu segundo longa-metragem de ficção como diretor, depois de “A Cidade Perdida” (2005), um filme sobre a Cuba pré-comunista que também levou anos para chegar às telas e conta com Murray e Hoffman no elenco.
Embora “Diamond” se passe na Los Angeles dos dias atuais, o detetive e outras pessoas ao seu redor se vestem como se estivessem no passado.
O conceito remonta a 20 anos atrás, quando Garcia ajudou sua filha em uma tarefa de casa na qual ela precisava escrever um conto “noir” e acabou travando.
“Eu improvisei esse personagem, cenas, histórias e monólogos internos em cerca de uma hora, e isso simplesmente ficou ali na minha memória”, relembrou ele.
“Eu continuei voltando a isso por causa do amor pelo gênero e pensando: ‘Quem é esse cara? O que ele está fazendo em L.A. vestido assim?'”.