O nome de Katy Perry foi parar nos assuntos mais comentados do X nesta semana por um motivo inusitado: o filme Dark Horse, produção com Jim Caviezel que vai contar a história política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Para quem não entendeu a referência, Katy lançou, em 2013, o single Dark Horse, em parceria com Juicy J. A música, um dos principais sucessos das paradas naquele ano, voltou a viralizar com o polêmico filme sobre o político.
Veja quem é quem no filme sobre Bolsonaro:
“Estou achando que descobri porque o filme custou tão caro. Conseguiram inserir a música Dark Horse da Katy Perry. Tudo resolvido, sigamos o baile”, brincou uma pessoa no X, citando o escândalo em torno do pedido de financiamento de Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro.
“Dark Horse somente de Katy Perry. O resto é resto”, afirmou outro. “Por que o filme do Bolsonaro se chama Dark Horse? Está se achando a nova Katy Perry”, brincou uma terceira pessoa. “Morro quando lembro que Dark Horse, o filme do Bolsonaro, tem o mesmo nome de um hino pop gay da Katy Perry”, escreveu outro.
Flávio Bolsonaro e Vorcaro
Dark Horse, que retrata a campanha presidencial de Bolsonaro em 2018, foi alvo de denúncias de que o banqueiro Daniel Vorcaro teria desembolsado R$ 61 milhões para o projeto, valor que faria parte de um acordo total de R$ 134 milhões.
Diálogos divulgados pelo The Intercept Brasil mostram Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Vorcaro preocupado com atrasos nos pagamentos. O filho 01 de Bolsonaro ainda questiona se o banqueiro quer encontrar Jim Caviezel para um jantar.

Em 22 de outubro de 2025, Flávio disse: “Topa jantar com o Jim Caviezel e o Cyrus [Nowrasteh, diretor do longa] em São Paulo no dia 2 de novembro (segunda)? Totalmente reservado”. “Topo, claro. Será aonde? Quer fazer na minha casa?”, responde Vorcaro.
Outra mensagem, desta vez em áudio, mostra que Flávio cobrou o banqueiro citando Caviezel e Cyrus. “Imagina a gente dando calote em um Jim Caviezel, em um Cyrus… Os caras, pô! Renomadíssimos lá no cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim. Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com esse filme pode ter o efeito elevado a menos um aí, cara”, diz ele.
Paralelamente, a polícia investiga um contrato de R$ 108 milhões de Wi-Fi da Prefeitura de São Paulo com uma ONG ligada ao longa. Parlamentares também destinaram R$ 8 milhões em emendas a empresas e entidades associadas à produtora do projeto.











