O pai do vendedor ambulante Paulo Vinícius Santos do Vale, de 28 anos, diz que ele voltava de uma festa de aniversário quando foi espancado dentro de um ônibus da Viação Grajaú, na zona sul de São Paulo. Vinicius, como é chamado pelos familiares, morreu no início do mês depois de ser atingido na cabeça.

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“Dor pro resto da vida”, diz pai de homem que morreu espancado em coletivo na zona sul de São Paulo

Ambulante morreu após ser espancado em um ônibus em São Paulo
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Ambulante morreu após ser espancado em um ônibus em São Paulo

Reprodução/Facebook

“Dor pro resto da vida”, diz pai de homem que morreu espancado em coletivo na zona sul de São Paulo
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“Dor pro resto da vida”, diz pai de homem que morreu espancado em coletivo na zona sul de São Paulo

Arquivo pessoal

Em depoimento, o motorista e o cobrador do ônibus afirmaram que a confusão envolveu quatro pessoas, sendo uma delas o vendedor ambulante. Durante a escalada da discussão, Vinicius foi atingido com um soco, momento em que bateu com a cabeça em uma estrutura metálica do interior do veículo. Após a queda, o agressor ainda pisou no rosto da vítima.

O caso aconteceu na noite do dia 6 de maio em um ônibus da linha Terminal Varginha x Bandeira. O ambulante foi socorrido ao Hospital Geral do Grajaú, mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com o boletim de ocorrência, os outros três homens envolvidos na briga fugiram do local.

“Ele acabou com a cabeça do meu filho. Meu filho, um moleque bonito, precisava você ver”, desabafou o serralheiro Antonio Araújo do Vale. “Isso aí é uma dor que eu vou levar para o meu coração o resto da vida, eu não vou perdoar um cara desse nunca. Porque perder um filho não é fácil, perder um filho da maneira que ele fez com o meu filho…”.

O pai de Vinícius não soube dizer se ele conhecia o agressor ou se o homem já estava no coletivo quando o ambulante embarcou. A vítima deixou dois filhos pequenos.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o caso é investigado pelo 48º Distrito Policial (Cidade Dutra). “A equipe da unidade está colhendo depoimentos de testemunhas e realizando outras diligências em busca de elementos que auxiliem no completo esclarecimento dos fatos”, afirmou a pasta.

O Metrópoles também entrou em contato com a Viação Grajaú, mas não obteve retorno até o momento de publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto em caso de eventuais manifestações.



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