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A Justiça determinou que a Meta bloqueie perfis da médica Isabel Braga, servidora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), após a publicação de conteúdos classificados como desinformação sobre vacinas, pesquisas científicas e atividades da fundação. A decisão atende a um pedido da própria instituição. Na defesa, a Advocacia-Geral da União (AGU) aponta risco à saúde pública e à circulação de informações falsas em redes sociais com conteúdos “falsos, alarmistas e ofensivos”.
Segundo o entendimento judicial, as postagens, que utilizavam imagens do prédio histórico e símbolo da fundação, ultrapassariam o campo da opinião pessoal ao contrariar evidências científicas consolidadas e orientações de autoridades sanitárias, induzindo a população ao erro. A medida inclui a retirada de conteúdos e a restrição de contas vinculadas aos materiais apontados como enganosos.
O caso ocorre em meio ao aumento de ações envolvendo o combate à desinformação em plataformas digitais, especialmente em temas de saúde, onde órgãos públicos e entidades científicas têm alertado para impactos na adesão à vacinação e em políticas de imunização. A Justiça estabeleceu um prazo de 24 horas para o bloqueio dos perfis e prevê multa diária de 10 mil reais em caso de descumprimento, tanto pela médica quanto pela Meta.