Há 40 anos, cinco jatos da FAB (Força Aérea Brasileira) foram enviados para perseguir ao menos 21 objetos voadores não identificados no Brasil. O episódio, que aconteceu no dia 19 de maio de 1986, ficou conhecido como “noite oficial dos OVNIs” ou “noite dos discos voadores”.

De acordo com os registros do Ministério da Justiça, naquele dia, os objetos foram detectados pelos radares do Cindacta (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo). No entanto, os caças da FAB não tiveram sucesso em capturá-los.

Segundo o Ministério, o episódio teve início quando o operador da torre do Aeroporto de São José dos Campos (SP) observou pontos luminosos que mudavam de cor, com a predominância da tonalidade vermelha, e perguntou ao piloto da torre se ele também “estava vendo a mesma coisa”.

 

Com a confirmação do piloto, a Torre de Controle de São Paulo captou sinais sem identificação, momento em que o Cindacta detectou Ovnis nos radares de Goiás, de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Por causa da velocidade dos objetos, o Coda (Centro de Operações de Defesa Aérea) decidiu enviar os caças para persegui-los e interceptá-los. Porém, nenhum dos cinco caças conseguiu chegar perto dos OVNIs”, concluiu o ministério.

Veja os depoimentos de pilotos brasileiros durante a “Noite dos OVNIs” de 1986

No relatório do ocorrido feito pelo Comando Aéreo de Defesa Aérea do Ministério da Aeronáutica, assinado pelo brigadeiro José Pessoa Cavalcanti Albuquerque, é relatado que “os fenômenos são sólidos e refletem de certa forma inteligência, pela capacidade de acompanhar e manter distância dos observadores como também voar em formação, não forçosamente tripulados”.

O Arquivo Nacional tem em seu acervo ao menos 743 registros sobre a aparição de OVNIs no Brasil, entre 1952 e 2016.

“Isso não quer dizer que foram vistos 743 discos voadores e sim qualquer objeto no céu que não foi possível descobrir de imediato sua origem natural. Ou seja, um Ovni nesse caso pode ser um drone, uma estrela, um satélite, um balão meteorológico ou até mesmo um fenômeno natural”, explica o Ministério da Justiça.



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