A convocação dos 26 jogadores que vão disputar a Copa do Mundo pelo Brasil, realizada na noite nesta segunda-feira, 18, fugiu à regra de todas as outras seleções e foi transformado numa megavento promovido pela CBF. Ao invés da tradicional sede da entidade, o local escolhido foi o Museu do Amanhã, localizado próximo à Praça Mauá, com a beleza da Baía de Guanabara como pano de fundo.

Em todos os momentos da festa a organização expôs as marcas patrocinadas pela entidade, 12 no total, sendo 7 delas fechadas na atual gestão. “A convocação da Seleção Brasileira deixou de ser apenas um anúncio esportivo e se transformou em um produto de entretenimento e posicionamento de marca. O evento mostra uma CBF mais conectada com a lógica do esporte moderno: gerar audiência, engajamento e valor comercial além dos 90 minutos”, avalia Bruno Brum, CMO da Agência End to End.

Ainda que tenha faltado um melhor apuro criativo nas atuações de atores e bailarinos no palco, além da escolha de artistas e seus repertórios, ficou claro que a convocação deixou de ser um ato administrativo para se transformar em um produto de entretenimento. “A CBF entendeu que hoje audiência não consome apenas o jogo, ela consome expectativa, bastidores e narrativa. O que antes era uma coletiva de imprensa virou uma plataforma de conteúdo capaz de mobilizar milhões de pessoas”, avalia Ivan Martinho, professor de marketing esportivo pela ESPM.

Estima-se que o evento reuniu cerca de 1.000 convidados, reunindo desde parceiros comerciais, autoridades, representantes de clubes e patrocinadores. Deste total, 700 eram jornalistas credenciados, de 14 países distintos. A expectativa pela convocação era tão grande que nos principais streamings do país teve milhões de views no momento da revelação dos nomes, com 4 milhões na CazéTV, 1,5 milhões no ge tv, e meio milhão no perfil da CBF.



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