
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta terça-feira, 19, que os choques de oferta advindos da guerra do Oriente médio tiveram um impacto relevante nas expectativas de inflação para 2028. A fala foi proferida durante audiência de Galípolo na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
Segundo Galípolo, os eventos geopolíticos que causaram choques de ofertas já deveriam ter se dissipado e eventuais medidas que estejam estimulando a atividade econômica no presente não deveriam produzir impacto tão significativo sobre a inflação em 2028.
De acordo com Galípolo, sua gestão não conseguiu cumprir o teto da meta de inflação. “Se não mantivermos a política monetária em patamar restritivo em meio aos riscos inflacionários, eu corro risco de ter que escrever uma terceira carta sobre o não cumprimento da meta”, afirma Galípolo.
Além de falar da Selic, Galípolo reforçou que o desemprego está no menor nível da história com um crescimento médio da renda acima da produtividade. “O juro está elevado, mas a inflação segue muito próxima de romper o teto da meta em meio ao atual choque de preços”, afirmou Galípolo.