
A partir do dia 30, todas as linhas de ônibus municipais do Rio de Janeiro deixarão de aceitar pagamento em dinheiro, eliminando completamente o uso de cédulas e moedas dentro dos veículos. A medida, anunciada pela prefeitura, tem como objetivo aumentar a transparência na arrecadação das empresas, reduzir o tempo de embarque e melhorar a segurança nas viagens. Com a mudança, o dinheiro só poderá ser utilizado para recarregar os cartões Jaé em máquinas de autoatendimento disponíveis nos terminais do BRT e estações do VLT.
O primeiro passo nessa transição ocorreu no último fim de semana, quando a Mobi-Rio, empresa municipal responsável pelo BRT, assumiu a operação da linha 634 (Bananal—Saens Peña), que conecta a Ilha do Governador à Tijuca, na zona norte do Rio. Essa se tornou a primeira linha convencional de ônibus da cidade a aceitar exclusivamente pagamento com cartão — sendo possível usar o cartão Jaé ou o Riocard (apenas para beneficiários do Bilhete Único Intermunicipal). A Mobi-Rio já aplicava o modelo sem pagamento em dinheiro em três linhas na Zona Oeste (28, 67 e 68), e agora o sistema será expandido para toda a cidade a partir do dia 30.
A intervenção na linha 634, determinada por decreto publicado na última sexta-feira, terá duração inicial de 180 dias, prorrogáveis, com o objetivo de regularizar a operação e a gestão do serviço. Até então, a prefeitura apontava má gestão por parte da Transportes Paranapuan, integrante do Consórcio Internorte. A linha apresentava Índice de Qualidade de Transportes (IQT) de 0,67, abaixo da média de 0,73, influenciado negativamente pelo mau funcionamento do ar-condicionado e pela baixa satisfação dos usuários. Com a mudança, a linha 634 passa a operar 24 horas por dia, com 25 ônibus novos e climatizados.